30 Sep. 2020, 17h45

Vocação logística de Goiás é pauta de encontro do Coinfra-Fieg

Reunião contou com apresentação do diretor de Operações do Grupo Porto Seco, que listou principais investimentos e relevância da produção goiana

O Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra) da Fieg, liderado pelo empresário Célio Eustáquio de Moura, reuniu empresários goianos para debater o desenvolvimento da logística no Brasil, com especial enfoque na relevância do Centro-Oeste dentro desse contexto. O encontro virtual, realizado nesta quarta-feira (30/09), contou com apresentação do diretor de Operações do Grupo Porto Seco, Everaldo Fiatkoski.

Cerca de 31% do transporte de cargas no Brasil, até 2025, deve ser realizado pelo modal ferroviário, segundo dados da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) citados por ele. Para tanto, estão previstas adequações de capacidade das ferrovias, a partir da prorrogação dos contratos, consolidando o modal como o segundo mais importante no escoamento da produção nacional.

Durante a explanação, o diretor de Operações do Grupo Porto Seco destacou a relevância de Goiás na produção de commodities, justificando os investimentos que têm sido feitos pela Rumo e VLI nas gestões das ferrovias Norte-Sul e Centro-Atlântica. Fiatkoski destacou ainda a relevância de Anápolis na logística do Brasil, como importante e estratégico polo multimodal.

"A expectativa é de que em 2021 já se tenha um terminal implantado no Norte do País, permitindo a movimentação de cargas de Goiás para lá, barateando significativamente o custo de logística para a região, que tem expressiva demanda por abastecimento", observou o diretor do Grupo Porto Seco, ao justificar que a implantação de terminal está atrelada à densidade produtiva e de consumo do local.

Nesse sentido, Fiatkoski destacou a decisão pela implantação de terminal da Ferrovia Norte-Sul em Rio Verde, sobretudo considerando o adensamento da produção de soja e milho na Região Sudoeste goiano; e a vocação logística de Anápolis, que concentra a movimentação de contêineres destinados ao 3º maior polo consumidor do Brasil, especialmente pela localização estratégica que possui entre a capital federal, Goiânia e a Região Metropolitana.

Para o presidente do Coinfra/Fieg, Célio Eustáquio de Moura, o debate sobre a importância logística de Goiás é fundamental, principalmente nesse momento pós-pandemia. "A retomada da economia passa necessariamente por investimentos em infraestrutura. Temos uma grande oportunidade de consolidar Goiás como o coração logístico do Brasil, proporcionando desenvolvimento e investimentos significativos em diversos municípios do Estado", afirmou.

A reunião do Coinfra foi acompanhada por cerca de 30 empresários e lideranças de entidades representativas do setor produtivo.

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