30 Oct. 2020, 16h00

Taxa de desocupação continua alta e chega a 14,4%

Dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo IBGE. Na avaliação da Fieg, a crise econômica advinda da pandemia do novo coronavírus tem contribuído para esses aumentos, pois boa parte das pessoas que perderam o emprego devido à crise, foram para informalidade.

Os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, divulgados pelo IBGE, mostraram que, no fechamento do trimestre móvel jun-jul-ago/2020, houve significativa piora no mercado de trabalho. A taxa de desocupação, 14,4%, alcançou o maior nível desde o início da série histórica, iniciada em 2012.

Ao final de agosto, havia 1,1 milhão a mais de pessoas desempregadas, comparado com o trimestre móvel mar-abr-mai/2020, um aumento de 8,5%. Na comparação com o mesmo trimestre de 2019, essa variação sobe para 9,8%, com um total de 1,2 milhão de pessoas a mais nessa estatística. O total de desempregados no Brasil subiu para 13,8 milhões de pessoas.

Outro dado a se destacar é a informalidade, que chegou a 38% da população ocupada, o que representa 31 milhões de trabalhadores. A crise econômica advinda da pandemia do novo coronavírus tem contribuído para esses aumentos, pois boa parte das pessoas que perderam o emprego devido à crise, foram para informalidade.

A divulgação do IBGE vem um dia depois de o governo comemorar o aumento de 313 mil vagas no mês de setembro, conforme dados do CAGED, que mede admissões e demissões, no mercado formal, o que diferencia da PNAD Contínua que traz estatísticas mais amplas, incluindo o mercado informal.

De modo geral, espera-se uma melhora na economia nesse segundo semestre, com a retomada da produção e, consequentemente, das contratações. Os números recentes mostram isso, houve melhora na expectativa de queda do PIB, e a confiança empresarial tem se consolidado em alta. Entretanto, o caminho para o país voltar a crescer ainda é longo.

PNAD Contínua – Brasil

(Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios)

Trimestre móvel jun-jul-ago/2020

 

  • Taxa de desocupação: 14,4%
    • 1,6 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior
    • 2,6 p.p. frente ao mesmo trimestre do ano anterior
    • Essa é a taxa mais alta de toda a série histórica iniciada em 2012

 

  • População desocupada: 13,8 milhões
    • 8,5% em relação ao trimestre anterior (mais 1,1 milhão de pessoas)
    • 9,5% (1,2 milhão de pessoas a mais) no confronto com igual período de 2019

 

  • População ocupada: 81,7 milhões
    • 5,0% em relação ao trimestre anterior (menos 4,3 milhões de pessoas)
    • 12,8% comparado com o mesmo trimestre de 2019 (menos 12 milhões de pessoas)

 

  • Taxa de subutilização da força de trabalho: 30,6%
    • 3,1 p.p. com relação ao trimestre anterior
    • 6,2 p.p. com relação ao mesmo trimestre de 2019

 

  • Empregados com carteira assinada: 29,1 milhões
    • O pior resultado da série histórica
    • 6,5% na comparação com o trimestre anterior (2 milhões de pessoas a menos
    • 12% frente ao mesmo período de 2019

 

  • Empregados sem carteira assinada: 8,8 milhões
    • 5,0% frente ao trimestre anterior (menos 463 mil pessoas)
    • 25,8% comparado com o mesmo trimestre de 2019 (menos 3 milhões de pessoas)

 

  • Trabalhadores por conta própria: 21,5 milhões
    • 4,0% na comparação com o trimestre anterior
    • 11,4% frente ao mesmo período de 2019

 

Escreva um comentário: