29 Mar. 2021, 18h45

Setor produtivo, Saneago e Semad unem esforços para solucionar crise hídrica no DAIA

Principal polo industrial de Goiás sofre com abastecimento inconstante, o que prejudica concretização de novos investimentos no local

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Meia ponte reuniu conselheiros, na última semana, para retomada das discussões sobre a crise hídrica no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA). O encontro, realizado em ambiente on-line terça-feira (23/03), contou com a participação da assessora executiva do Conselho Temático de Meio Ambiente (CTMA) da Fieg, Elaine Farinelli, e do presidente executivo do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás (Sindifargo), Marçal Henrique Soares.

De acordo com relatório de monitoramento apresentado pela Saneago no início de março, o nível de vazão do Rio Meia Ponte está 20% menor que o registrado no ano passado. O dado trouxe enorme preocupação ao setor produtivo, considerando que o Rio Caldas, responsável pelo abastecimento de água do DAIA, faz parte da bacia hidrográfica.

Na reunião, representantes da Saneago apresentaram medidas de curto, médio e longo prazos planejadas para enfrentamento da crise hídrica, além de expor detalhes do Sistema de Abastecimento de Água de Anápolis. Também foi deliberada a criação de Grupo Técnico (GT) para acompanhamento do Rio Caldas. O GT será presidido por representante da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

De acordo com a assessora da Fieg Elaine Farinelli, a união dos diversos setores impactados pelo problema será fundamental na construção de soluções que proporcionem segurança hídrica às indústrias instaladas no polo industrial, bem como permitam a execução e atração de novos investimentos, gerando ainda mais empregos e renda para o município.

Nesse sentido, o Sindifargo vem promovendo ações para recuperação de dez nascentes do Rio Caldas, além de ter contratado estudo para diagnóstico da atual situação hidrológica da bacia. O presidente executivo da entidade, Marçal Henrique Soares, comemorou a criação do Grupo de Trabalho.

"Isso significa que teremos estudos, dados técnicos e uma gestão técnica do Rio Caldas, que abastece o DAIA. Teremos apoio da Semad, da Saneago e de outras instituições", afirmou Marçal, que destacou ainda o apoio do presidente da Fieg Regional Anápolis, Wilson de Oliveira, e o engajamento do Sindifargo na resolução do problema, sobretudo considerando a importância do setor no distrito agroindustrial.

Principal polo industrial goiano, o DAIA gera 22 mil empregos e abriga mais de 150 indústrias, com destaque para farmoquímica, automobilística, química e de alimentos. De acordo com dados da Secretaria da Economia, o local é responsável pela geração de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás.

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