20 Dec. 2021, 15h00

Sandro Mabel sugere amplo debate sobre adesão de Goiás ao RRF: "Caiado não pode agir como um ditador"

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, classificou sexta-feira (17) como "imprudência" a atitude do governador Ronaldo Caiado de assinar o ingresso de Goiás no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) no último ano de gestão. "Isso é uma imprudência sem tamanho", criticou o líder empresarial.

De acordo com Sandro Mabel, caso o ingresso de Goiás ao RRF se materialize, Caiado vai deixar uma herança muito pesada para o próximo governador, que, “com certeza, não será mais ele”. O presidente da Fieg  argumentou que a adesão ao RRF impõe restrições administrativas e financeiras muito severas ao governo estadual.

"O plano de recuperação fiscal é um remédio muito amargo e pelo que se conhece dele no Rio de Janeiro, os efeitos podem ser danosos para a economia de Goiás, com repercussão na qualidade dos serviços públicos, no salário dos servidores, nos incentivos fiscais às empresas e até mesmo na realização de obras, uma vez que a gestão do Estado deixa de ser autônoma e passa a ser submetida ao controle da União ", ponderou.

O dirigente da Fieg assinalou que o governador “não pode agir como um ditador” e tomar uma medida dessa dimensão sem consultar ninguém. "Antes de aderir ao RRF, sugiro que Caiado deixe a arrogância de lado e promova um amplo debate com toda a sociedade, entidades, sindicato de servidores e demais segmentos para ouvir a opinião sobre uma decisão que vai interferir de forma brutal na vida de toda a população", sublinhou.

Sandro Mabel vai além da proposta do diálogo amplo com a sociedade, sugerindo também que o presidente Jair Bolsonaro lidere essa discussão. "Pelo que o presidente disse na live nas redes sociais, ele está preocupado com os rumos que Goiás pode tomar com a adesão ao RRF. O assunto é muito sério e não podemos abrir mão da boa vontade manifestada pelo presidente", ponderou.

Escreva um comentário: