18 Jan. 2022, 12h30

Sandro Mabel reitera defesa da industrialização de matéria-prima em Goiás

Na primeira edição deste ano do programa de TV A Indústria Tá On, do Sistema Fieg, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, Sandro Mabel, falou nesta segunda-feira (17/01) sobre o cenário econômico de 2022, que tem como pano de fundo o processo eleitoral em todo o País, e destacou o potencial para crescimento de toda a cadeia produtiva, na esteira da criação de melhor ambiente de negócios e de políticas públicas de incentivos ao setor produtivo. O líder classista reiterou a necessidade de melhor aproveitamento de matéria-prima, por meio da agregação de valor, com sua industrialização dentro do Estado, em vez de priorizar a exportação in natura.

“Nós precisamos parar de exportar essa quantidade de matéria-prima sem industrializar. Se houvesse uma política de industrialização de grãos no Estado, falando só de soja, nós teríamos mais de meio bilhão de reais por ano de salários. Se industrializássemos toda a matéria-prima produzida aqui, nós teríamos crescimento em toda a cadeia produtiva”.

Diante de queda momentânea na confiabilidade do setor produtivo em relação à indústria em Goiás, apurada em dezembro pelo ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial Goiano), Sandro Mabel defendeu maior diálogo entre o governo estadual e o setor produtivo para reverter essa tendência e, assim, potencializar os negócios.

“Nós temos falado bastante com o governo para que a classe empresarial tenha incentivos, que possa ser ouvida e que possa trocar mais ideias, porque temos dificuldades com isso. Muitos burocratas e governantes não sabem como funcionam todos os negócios, nem poderiam saber, principalmente alguns que nunca administraram negócio nenhum. E se eles escutarem, eles conseguem dar soluções.”

Covid-19

Na entrevista ao A Indústria Tá On, o presidente da Fieg abordou ainda o crescimento exponencial dos casos de Covid-19 no Brasil e no mundo, realidade que tem preocupado o setor produtivo e toda a população diante da adoção de novas medidas restritivas das atividades econômicas. Questionado sobre o posicionamento da Fieg, Sandro Mabel apontou meios para prevenção do avanço da contaminação pelo vírus e, ao mesmo tempo, para manutenção da economia girando.

“Temos que saber enfrentar isso. Não adianta nós acharmos que tem que trancar todo mundo em casa e fazer aquele desastre na economia. É saber enfrentar tomando os cuidados, se preparando, usando máscara e evitando aglomerações”. Ele observou ainda que o ambiente interno das indústrias é um local seguro, já que são observados todos os protocolos sanitários como distanciamento entre um funcionário e outro, além do fornecimento de álcool em gel e máscara de proteção facial a todos. “Muitos trabalhadores exercem suas funções de maneira individual, um motorista, um operador de máquina. É um lugar seguro. O empresário tem esse cuidado com os colaboradores”, disse. 

Ao mesmo tempo, o líder classista ressaltou a importância da vacinação para combater diversas doenças que assombram a população, a exemplo da Covid-19, gripe influenza e dengue. “Não sabemos quantas cepas de vírus vão vir. O que é importante é que quanto mais nós nos vacinarmos, mais ficaremos livres. Existia a paralisia infantil, que foi erradicada com a vacinação. Até em relação a animais, com o avanço da vacinação as doenças, como a aftosa, diminuíram. Esses vírus que permeiam atualmente vão se desenvolver e as vacinas também vão evoluir.”

Sandro Mabel ressaltou que para manter a saúde dos colaboradores da indústria, seus familiares e a população em geral, a Fieg disponibilizou uma cartilha no site oficial da entidade com várias orientações de prevenção a doenças e vírus que circulam nos últimos anos. “Orientamos as indústrias que seguissem todos os protocolos de segurança contra a Covid-19 e a Fieg produziu uma cartilha que fornece todos os procedimentos de segurança para evitar contaminação”.

Educação

Ainda durante entrevista, falando sobre educação do Sistema S, o presidente da Fieg destacou o investimento feito no Senai Goiás, o número 1 do Brasil, e também nas escolas do Sesi, igualmente destaque no Sistema em todo o País. “Nós estamos fazendo uma série de investimentos para que os alunos Sesi e Senai sejam grandes campeões. Temos os melhores laboratórios makers, os melhores profissionais ensinando e o ensino também é diferenciado. Se temos 30 alunos em sala, também temos 30 equipamentos para que possam aprender com eficiência. Nossas escolas já contam com o ensino trilíngue (português, inglês e programação). Desde os 6, 7 anos, o aluno já aprende a programar. Também estamos investindo em um conselho para estudar as profissões do futuro e a evolução do trabalho para que as nossas escolas estejam sempre atualizadas e forneçam o melhor ensino. Além disso, estamos trabalhando para que nenhum dos nossos alunos fique sem aula em caso de agravamento da pandemia. Por isso, reforçamos a tecnologia nas nossas escolas para que os estudantes acompanhassem as aulas de forma on-line, como ocorreu nos piores momentos em 2020 e 2021”, frisou.

Mesmo durante a pandemia, os alunos Sesi continuaram participando de competições de robótica no Brasil e no mundo. Nesse período, as unidades do Estado de Goiás conquistaram diversas premiações, resultado de investimento do Sistema e da dedicação de professores e alunos. “Aumentamos a verba para robótica e tem sido um grande sucesso. Ganhamos várias competições e uma delas foi a de lançamento de foguete. Uma grande conquista para a unidade Sesi Senai Catalão.”

Mundo da indústria

Durante o bate-papo no A Indústria Tá On, conduzido pela gerente da Assessoria de Comunicação do Sistema Fieg, Sandra Persijn, Sandro relembrou sua infância, em meio ao chão de fábrica e ao longo dos anos acompanhando a evolução da indústria. “Eu nasci na indústria. Meus pais tinham uma padaria e meu berço era junto com as farinhas. Eu vivi a indústria e sou apaixonado. Tenho visto o setor se desenvolvendo dia após dia. Hoje, com a Indústria 4.0, a tecnologia aumentou, com novos equipamentos e uma nova maneira de trabalhar. Atualmente, são muitas mulheres trabalhando com serviços que antes eram desenvolvidos apenas por homens. Não temos mais a visão de que a indústria é um campo sujo e atrasado. A evolução também está dentro das indústrias”, ressaltou.

 

Acompanhe a entrevista na íntegra: 

 

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