18 Jan. 2022, 16h00

Sandro Mabel manifesta preocupação com estagnação da indústria em Goiás: "Isso é ruim para o emprego e renda dos goianos"

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, manifestou preocupação com a estagnação da economia goiana, mais especificamente com o setor industrial, que subiu apenas 0,1% em novembro diante de outubro de 2021, conforme dados divulgados na semana passada (14/01) pelo IBGE. "A indústria está estacionada, mas até novembro de 2021 acumulou queda de 4,6%", assinalou.

Citando os dados do IBGE, o dirigente da Fieg disse que, em relação a novembro de 2020, o recuo foi de 3,9%. "Há setores que apresentam mais dificuldade, como, por exemplo, a indústria de transformação, que registrou a 14ª queda consecutiva (-5,7%). "Os números são preocupantes e sinalizam que as empresas vivem uma fase de recessão, o que é ruim para todo mundo, principalmente para os trabalhadores, uma vez que empregos e renda não estão sendo gerados", pontuou.

Sandro Mabel disse que a atividade que registrou maior queda na produção foi a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-33,8%), com destaque para produção de álcool etílico e biocombustível. Já a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, recuou 14% e metalurgia, 5,2%.

No geral, a produção industrial brasileira registrou queda de 0,2% na passagem de outubro para novembro do ano passado, acompanhada por 8 dos 15 locais analisados pelo IBGE. As perdas mais acentuadas foram no Amazonas (-3,5%), Ceará (-2,5%) e Rio de Janeiro (-2,2%). Já Mato Grosso teve a maior alta, de 14,6%, seguido por Santa Catarina (5,0%) e Pará (3,5%).

Na comparação com novembro do ano passado, 10 dos 15 locais pesquisados tiveram queda na produção, sendo as mais intensas na Bahia (-15,7%), no Amazonas (-13,0%), Ceará (-11,1%) e na Região Nordeste (-10,5%). São Paulo (-6,9%) e Pernambuco (-5,9%) também registraram taxas negativas mais intensas que a média nacional (-4,4%), enquanto Goiás (-3,9%), Santa Catarina (-2,6%), Paraná (-1,9%) e Minas Gerais (-0,6%) completaram o conjunto de locais com índices negativos.

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