09 Apr. 2021, 12h22

Sandro Mabel aponta situação de calamidade pública sem a permissão da compra da vacina pelo setor privado

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, criticou a lentidão no programa de vacinação pública contra a Covid-19, em meio ao agravamento da pandemia. “A espera é uma inimiga do cidadão, já que muitos perderam a vida enquanto aguardavam a vacina na fila do SUS”, disse ele nesta sexta-feira (09/04), em entrevista a uma emissora de rádio de Goiânia, para tratar sobre sua luta pela aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei que permite a aquisição, pelo setor privado, de imunizantes contra a doença. O projeto ainda será analisado pelo Senado.

Sandro Mabel manifestou preocupação com a saúde dos colaboradores da indústria que ainda não receberam a vacina, além de lamentar o retardamento da retomada dos negócios e o crescimento da economia do País. Ele ressaltou a importância da compra da vacina por empresas, uma vez que a ação desafogaria a quantidade numerosa de pessoas que necessitam do imunizante e ainda não conseguiram devido à definição de grupo prioritário.

O presidente da Fieg reiterou que o projeto de lei aprovado no Congresso não se trata de mera comercialização da vacina, mas sim de saúde pública. “Lockdown foi decretado, comércios foram fechados e o povo brasileiro se viu preocupado com o seu ganha-pão. O empregador não quer vacina para sua família. Muitos foram ao exterior e receberam a dose. O empregador quer saúde para seus colaboradores e vai buscar isso com a aquisição do imunizante. Não é uma competição, é uma parceria, já que, se 100 mil pessoas forem vacinadas, são menos 100 mil para o Ministério da Saúde destinar as doses.”

Questionado sobre o parágrafo do projeto que retrata a não aprovação de doses pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o presidente da Fieg reforçou que a ideia não é passar por cima de instituições, pois segundo ele, “existem 20 a 30 vacinas sendo desenvolvidas em laboratórios do mundo. O que se fala no projeto não é a compra de imunizante sem aprovação pela Anvisa, mas sim vacinas liberadas pela Organização Mundial de Saúde”, explicou.

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