06 Aug. 2020, 16h34

Queda da Selic precisa ser acompanhada por crédito mais barato, avalia Fieg

Taxa básica de juros cai para 2% ao ano, menor patamar da história. Corte de 0,25 pp vem em momento que setor produtivo precisa de recursos para investimentos

A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) avalia como positiva a decisão do Banco Central de reduzir, pela 9ª vez consecutiva, a taxa básica de juros. Com a queda de 0,25 pontos porcentuais, a Selic chega a 2% ao ano, menor patamar da história. A decisão foi anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) ontem (quarta-feira, 05/08) no início da noite.

Para a Fieg, há espaço para cortes ainda mais arrojados. “Nossa expectativa é de que a taxa básica caia para 1,5% aa até dezembro, permitindo a entrada de mais recursos no mercado em médio e longo prazo e, principalmente, forçando os agentes financeiros a diminuírem o custo do crédito no Brasil”, observa Sandro Mabel, presidente da entidade.

Na avaliação da área técnica da Federação, a redução da Selic é fundamental neste momento em que a economia sai do lockdown e ainda são incertas as consequências da relação pandemia x economia. Dados divulgados nesta semana pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que, apesar da recuperação em maio e junho, os indicadores industriais fecharam o primeiro semestre com retração em cinco fatores.

“Com uma taxa de juro mais baixa, as aplicações ficam menos atraentes e os financiamentos e empréstimos, pela lógica do mercado financeiro, mais acessíveis. Soma-se ainda inflação controlada e bem abaixo da meta. Nesse cenário, é fundamental a oferta de recursos aos setores produtivos, com objetivo de incentivar uma retomada mais sólida e consolidada, com equacionamento das dívidas e investimentos”, diz o documento da Fieg.

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