17 Jun. 2020, 09h00

Quase metade das empresas em Goiânia ainda trabalha de forma analógica

Sondagem de mercado feita pelo Instituto Gyntec Academy no último mês de maio demonstra que quase metade das empresas ainda está totalmente fora do ambiente digital. Apesar disso, na direção oposta, organizações estão se adaptando e investindo em profissionais com habilidades no ambiente digital

Mais de 47% das empresas em Goiânia não trabalham com e-commerce ou outra ferramenta tecnológica para atendimento a clientes no ambiente digital. É o que constatou uma sondagem de mercado feito pelo Instituto Gyntec Academy em parceria com a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação de Goiás (Assespro-GO) e a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex).

O estudo foi feito no último mês de maio com 38 empresas da capital goianiense, nas áreas de serviços financeiros, educação, agronegócio, comércio varejista, construção civil, mercado imobiliário, saúde, farmacêutica e indústria. Das companhias consultadas, 28,9%, ou seja, quase 30%, informaram que não possuem qualquer ferramenta tecnológica para atendimento a clientes no ambiente digital, já 18,4% alegaram trabalhar apenas com a tradicional central de atendimento ou telemarketing por meio de telefone fixo. “São empresas fantasmas na internet, que não são encontradas por ninguém no ambiente digital. Ou seja, são empresas totalmente analógicas e que certamente irão sumir com essa pandemia”, avalia o co-funder do Instituto Gyntec Academy, Marcos Bernardo, e coordenador do levantamento, que foi apresentado durante uma coletiva virtual realizada nesta terça-feira (16).

Segundo Marcos Bernardo, o estudo de mercado teve como intuito justamente identificar as ações e estratégias adotadas pelas companhias, para a transformação digital nestes tempos de isolamento social. “A transformação digital é essa cultura de inovação que as empresas precisam ter, mas que também passa pela questão da preparação de pessoas no uso dessas ferramentas tecnológicas, para uma maior produtividade”, destacou Marcos durante a coletiva.

De acordo com o estudo, 60,5% das empresas ouvidas precisaram desenvolver algum tipo de estratégia para se adaptar à pandemia e continuar suas atividades. O levantamento ainda aponta que mais de 60% alegaram que suas atividades diminuíram neste período de pandemia, 28,9% afirmaram que tiveram aumento e 10,5% informaram que não perceberam variação. 

Oportunidades
A sondagem de mercado revelou que 55,3% das empresas consultadas, ou seja mais da metade, precisou diminuir seus quadros profissionais. No entanto, 7,9% disseram estar contratando e Marcos acredita que a maioria das vagas estão ligadas à transformação digital. “Das empresas com vagas em aberto, 47,4% alegaram estar com dificuldades de preenchê-las”, apontou.

Entre as funções mais procuradas, conforme o levantamento, estão gerentes de marketing e vendas, com 34,2% das empresas consultadas alegando estarem a procura deste tipo de profissional; 28,9% buscam pessoas para as áreas de gerência de mídias sociais ou site; 13% estão em busca de especialistas para desenvolvimento de metodologias ágeis, gerentes de inovação e gestão de projetos; outros 13,2% buscam pessoas para as áreas de análise de dados. 


Capacitação contínua
O presidente da Assespro-GO, Deybson Santana, que também participou da coletiva virtual, acrescentou que duas outras profissões estão em alta no mercado, o cientista de dados e o especialista em experiência do usuário. Ele pontuou que o moderno mercado de trabalho, cada vez mais imerso no ambiente digital, tem exigido das pessoas um contínuo desenvolvimento de novas habilidades, independente da área de atuação. “Muitos executivos de alta performance trabalham suas carreiras dentro do conceito de lifelong learning, ou seja aprender por toda a vida”, salientou. 

Em sua visão, o que vai garantir sobrevivência dos profissionais no mercado, é buscar novas habilidades continuamente e, nesse sentido, os nanos cursos são mais indicados do que os cursos longos, porque a necessidade de aprender novos conhecimentos será contínua. “Ao final da vida você terá várias mini-profissões e não só aquela que você aprendeu com sua formação acadêmica”, destaca Deybson.

Para esse desenvolvimento contínuo de habilidades, segundo explica Marcos Bernardo, existem várias plataformas digitais que oferecem a capacitação forma acessível e prática para profissionais de qualquer área. Ele lembra que o próprio Gyntec Academy, maior hub de tecnologia e inovação do Centro-Oeste, juntamente com a Assespro-GO, buscaram parcerias com as maiores Edtechs do País. 

“Hoje a gente migrou toda essa plataforma de educação continuada e de nano-cursos para o ambiente online e ao vivo, trazendo para Goiás a maiores Edtechs (startups especializadas em serviços educacionais e de treinamento) do Brasil, ou seja, as maiores escolas de transformação digital”, informou. (Comunicação Sem Fronteiras)

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