15 Jan. 2021, 09h30

Produção industrial goiana recua pelo 3º mês seguido

A Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, de novembro, constatou a 3ª queda consecutiva na produção industrial goiana. Na comparação com outubro, o recuo foi de 0,9%, com isso, a queda acumulada nos últimos 3 meses chegou a 4,0%.

Frente a novembro de 2019, a queda foi de 4,2%, levando Goiás para a 12ª posição no ranking dos 15 locais pesquisados. Os produtos que mais impactaram nessa queda foram: produtos farmoquímicos e farmacêuticos, e veículos automotores, reboques e carrocerias. Já metalurgia, fabricação de produtos outros produtos químicos e de minerais não metálicos, apresentaram aumento em novembro de 2020 comparado com o mesmo mês de 2019, com destaque para ferronióbio e ouro para usos não monetários, adubos e fertilizantes, e massas de concreto, misturas betuminosas, telhas e elementos pré fabricados de cimento ou concreto. 

No acumulado de janeiro a novembro de 2020, a produção industrial goiana segue positiva, porém a curva indica uma tendência de queda para o final do ano.

Ainda assim, mesmo tendo reduzido a intensidade da retomada da atividade produtiva, Goiás ficou com o 3º melhor resultado dentre os locais pesquisados. Destacando que no consolidado nacional, a produção industrial amarga recuo de 5,5%.

No acumulado dos últimos 12 meses, a produção industrial goiana manteve-se praticamente estável, variação de 0,1%, na comparação com os últimos 12 meses anteriores.

Frente a fevereiro, a produção industrial goiana ainda apresenta perda (-1,8%), assim como em outros sete locais, com destaque para Espírito Santo e Mato Grosso, com perdas de 11,8% e 10,3%, respectivamente.

O segundo semestre de 2020 foi marcado pela retomada da demanda, sustentada pelo auxílio emergencial, o que não foi integralmente acompanhado pelo aumento da produção. Somando-se a isso os impactos da nova onda de Covid19, temos um cenário de incertezas para 2021.

 

 

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