11 Aug. 2020, 18h30

Produção industrial goiana cresce pelo terceiro mês consecutivo

Dados da PIM PF mostram incremento da produção em relação ao ano passado. No acumulado do ano, Goiás reverte resultado negativo

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta terça-feira (11/08), dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) referente ao mês de junho de 2020. Goiás destacou-se nacionalmente, com crescimento de 5,4% na comparação com junho/2019, o melhor resultado apurado entre os 26 Estados e o Distrito Federal.

Na comparação com maio/2020, a produção industrial goiana também cresceu (0,7%), sendo o terceiro resultado positivo consecutivo. Com isso, Goiás reverteu o saldo negativo no acumulado do ano, apresentando crescimento de 0,9% no primeiro semestre de 2020. Nos últimos 12 meses, o incremento foi de 2,2%, ficando atrás somente do Rio de Janeiro.

Entre os setores pesquisados pelo IBGE em Goiás, o melhor desempenho no ano ficou com produtos alimentícios, indústrias extrativas e coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis. Os produtos com maior destaque foram açúcar vhp e açúcar cristal, fosfatos de cálcio naturais, fosfatos aluminocálcicos e cré fosfatado e pedras britadas, biodiesel e álcool etílico. Outro setor industrial que se destacou na produção goiana foi o farmoquímico e farmacêutico.

Na contramão, veículos automotores, reboques e carrocerias apresentaram a pior performance, com drástica retração, sobretudo impactada pela paralisação das atividades e medidas de isolamento social adotadas para combate ao coronavírus.

De acordo com análise da área técnica da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), o comportamento da indústria goiana vem surpreendendo pelo desempenho, especialmente pela gestão empresarial adotada durante a pandemia. "Os cuidados redobrados foram necessários, com a saúde do contingente empregado e, especialmente, na condução dos negócios, com foco em negociações, redução de custos, captação de recursos e, acima de tudo, na venda dos produtos. A base industrial, calcada em agroindústria, tem sido a diferença em relação aos principais resultados do segmento", diz o documento.

Para o assessor econômico da Fieg, Cláudio Henrique Oliveira, há uma recuperação em curso, mesmo que as bases de comparação estejam menores. "Independentemente do posicionamento que se tenha diante dos resultados de Goiás, certo é que os resultados vêm sendo positivos, principalmente em relação ao nacional, caracterizando a importância da atividade industrial em nosso Estado na agregação de valores", avalia.

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