23 Sep. 2020, 15h14

Portugal, além do bacalhau, vinhos e azeite

Em encontro virtual promovido pela Fieg, embaixador de Portugal apresenta vantagens competitivas da 'terrinha' e oportunidades para incremento de parcerias, sobretudo em inovação

Dando continuidade à série de webinares Intercâmbio Comercial: Incrementando os Negócios Bilaterais, a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) promoveu, na manhã desta quarta-feira (23/09), encontro virtual entre empresários goianos, o embaixador de Portugal no Brasil, Jorge Cabral, e o diretor da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep), Francisco Costa. Na oportunidade, os representantes apresentaram as oportunidades para incremento do comércio e das parcerias, ressaltando as áreas de inovação, logística e do agronegócio, setores também pujantes em Goiás.

Para o embaixador português, a relação entre Goiás e Portugal tem potencial para crescer, sobretudo com a estrutura do Porto de Sines, o principal da fachada atlântica de Portugal e porta de entrada para abastecimento de produtos. Segundo Jorge Cabral, atualmente cerca de 1.500 empresas portuguesas exportam para o Brasil e 600 já possuem negócios sediados em território brasileiro. "A relação comercial e econômica tem possibilidade para crescer, sobretudo no agronegócio", afirmou ao citar a vocação que a economia goiana possui no setor.

De acordo com levantamento do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg, os investimentos portugueses no Brasil são direcionados para projetos de infraestrutura. Entretanto, Portugal vem diversificando suas parcerias políticas e comerciais, promovendo o Brasil como ator relevante para o futuro das relações econômicas e comerciais do país. Nesse sentido, o governo português apoia as negociações para o Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

Dentre os principais produtos goianos exportados para Portugal, estão milho, carne e couro. Por outro lado, Goiás importa azeite de oliva, bacalhau e vinho. Até agosto de 2020, a balança comercial está deficitária em 36,7%.

"Queremos mostrar um novo Portugal, que teve salto significativo nos últimos 15 anos, onde Pesquisa & Desenvolvimento se aliaram à inovação para avanços na economia e no setor produtivo", observou o diretor da Aicep, Francisco Costa. Segundo Costa, hoje a economia portuguesa é muito mais que bacalhau, vinho e azeite, transformando-se em hub europeu em serviços tecnológicos.

Em sua apresentação, o diretor da Aicep abordou as vantagens competitivas de Portugal, principalmente na formação de talentos, capacidade de inovação, conectividade e infraestrutura. O país possui a segunda maior taxa de graduados em Engenharia na Europa, mais de 50 mil estudantes estrangeiros em universidades e médias significativas em Ciência e Matemática no ranking PISA da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em tecnologia, Portugal vem conquistando espaço na última década, ocupando a 12ª colocação no Painel Europeu de Inovação 2020. Dados do Relatório de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial apontam que o país é o 27º em instituições de pesquisa, 31º em capacidade de inovação e 34º em Pesquisa & Desenvolvimento, em ranking comparativo com outras 141 nações.

Mediador do encontro virtual, o vice-presidente do Conselho Temático de Comércio Exterior (CTComex) da Fieg, William O’Dwyer, destacou a proximidade linguística e cultural como um facilitador para o incremento de acordos já firmados e construção de novas parcerias. "Cada um traz um pouco de Portugal dentro de si. São muitas as possibilidades, principalmente considerando a qualidade do que o nosso agronegócio produz".

O webinar com Portugal foi o quarto da série Intercâmbio Comercial: Incrementando os Negócios Bilaterais. As próximas edições serão com os embaixadores do Japão, na segunda quinzena de outubro, e da Alemanha, em novembro. Empresários interessados em internacionalizar seus negócios e exportar produtos podem entrar em contato com o CIN/Fieg por meio do telefone (62) 35014-0044 (whatsapp).

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