23 Jun. 2020, 18h49

PIB goiano cresce 3,4% no 1º trimestre. Indústria recua

Para Fieg, retração de 0,2% do setor industrial interrompe sequência de resultados positivos alcançados no ano passado. Dados divulgados não consideram abril, mês mais impactado pelas medidas de isolamento social devido ao coronavírus

O Instituto Mauro Borges (IMB) divulgou informe técnico com as estimativas do Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás para o primeiro trimestre de 2020. De acordo com o documento, a economia goiana cresceu 3,4% entre janeiro e março, enquanto o resultado nacional foi de retração de 0,3%. O crescimento de Goiás deve-se, sobretudo, ao setor agropecuário (+ 18%), com expressivo incremento da produção de soja (+16,1%). No mesmo período, o setor de serviços apresentou variação positiva de 0,2%, enquanto a indústria teve queda de 0,2.

"Chama a atenção o comportamento da indústria goiana ao longo de 2019, sempre com resultados positivos e ascendentes, o que sustentava a expectativa de avanço considerável em 2020", avalia o economista da Fieg Cláudio Henrique Oliveira. Segundo dados do IMB, a indústria goiana teve crescimento de 2,8% em 2019, porém a projeção de evolução está sendo reavaliada para 2020.

Novamente, o setor agropecuário destaca-se pelo crescimento, puxado principalmente pela produção de soja e sorgo. Na avaliação da área técnica da Fieg, o avanço do setor favorece a expansão da atividade industrial em áreas ligadas ao agronegócio, como alimentos e outros representados pela agroindústria.

De acordo com Cláudio Henrique, o resultado do setor industrial, apesar de negativo, foi de baixa magnitude. O economista destaca que, normalmente, o primeiro trimestre do ano é considerado o pior período para a indústria goiana, em razão da sazonalidade de algumas atividades e do menor fluxo de atividades industriais.

Entretanto, ele alerta para os desdobramentos das medidas de isolamento social devido à pandemia do coronavírus. Os resultados divulgados não consideram os meses de abril e maio, quando grande parte das atividades produtivas ficaram paralisadas, em consequência da quarentena.

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