11 Sep. 2020, 11h47

Mola mestra para a retomada da economia

Fieg e Sieeg-DF organizam visita técnica de representantes do Governo de Goiás a mineradoras instaladas no Estado com objetivo de alavancar investimentos e empregos no setor

Viabilizar novos investimentos para acelerar o processo de retomada da economia. Foi com esse objetivo que a Câmara Setorial da Mineração (Casmin) da Fieg e o Sindicato das Indústrias Extrativas do Estado de Goiás e do Distrito Federal (Sieeg-DF) promoveram visita técnica, quinta-feira (10/09), de representantes do Governo de Goiás às instalações da Mineração Maracá, do grupo Lundin Mining, e da Mineração Serra Grande Crixás, da AngloGold Ashanti, respectivamente, em Alto Horizonte e Crixás, no Norte Goiano. Participaram da comitiva o vice-governador Lincoln Tejota, o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Adonídio Neto, o subsecretário de Fomento e Produtividade, Bruno Netto, e o superintendente de Mineração, Denilson Arruda.

O presidente da Casmin Fieg, Wilson Borges, explica que a aproximação visa apresentar os projetos de expansão do setor e os potenciais de geração de renda e emprego, além de pontuar as dificuldades que as empresas têm do ponto de vista de gestão do governo. "O Governo do Estado está buscando uma parceria para viabilizar novos investimentos, acelerar o processo de retomada e o governador do Estado designou todos os secretários para que fizessem uma aproximação com o setor, visando trabalhar nas questões dos projetos de mineração em Goiás para alavancar novos investimentos e novos projetos de expansões."

Segundo Wilson Borges, os projetos das empresas do setor envolvem aumento da capacidade de produção e melhoria de performance, viabilizando a continuidade da geração de emprego e renda em regiões do interior do Estado. Atualmente, Goiás é o 3º polo mineral do Brasil, atrás apenas do Pará e de Minas Gerais. O setor gera mais de 7 mil empregos diretos no Estado e cerca de 160 mil indiretos, considerando o impacto dos investimentos na cadeia produtiva.

"A mineração tem papel muito importante nesse processo de retomada, sobretudo no agronegócio, com geração de matéria-prima. É a indústria da indústria, responsável pela produção de insumos para a indústria de transformação", observa o presidente da Casmin Fieg, ao destacar a importância da mineração para os setores primário e secundário, principalmente na produção de fertilizantes para atender à demanda do agronegócio.

No encontro, os representantes das indústrias apontaram os principais gargalos do setor, sobretudo a morosidade nos processos de licenciamento ambiental, que inviabiliza a manutenção da operação e novos investimentos. "Existem várias ações do governo para a melhoria do licenciamento, mas o grande gargalo é a burocracia, a lentidão do processo de licenciamento. Para gerar emprego e renda, essas empresas precisam dessas licenças para manter a operação. A grande dificuldade do setor hoje é manter as empresas operando", ressaltou Wilson Borges.

Além dos representantes do Governo de Goiás, a visita técnica às plantas industriais contou com participação do prefeito de Alto Horizonte, Luiz Borges, e do vice Silvestre Rodrigues Fróis. Foram tomados todos os cuidados necessários de prevenção à Covid-19 durante a vistoria.

EMPRESAS VISITADAS
A Lundin Mining é uma empresa de mineração diversificada canadense, que produz metais base, principalmente cobre, níquel e zinco, com operações no Brasil, Chile, em Portugal, na Suécia e nos Estados Unidos. A Mineração Maracá é uma mina a céu aberto de cobre e ouro, operada e pertencente integralmente à multinacional. Está localizada no Norte de Goiás, no município de Alto Horizonte, a aproximadamente 330 quilômetros de Goiânia.

A AngloGold Ashanti opera há mais de 180 anos no Brasil, sendo a maior produtora de ouro do País e a terceira do mundo. Em Goiás, as operações estão concentradas no município de Crixás, por meio da Mineração Serra Grande.

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