08 Jul. 2020, 18h33

Mesmo com crise, indústria goiana mantém resultados positivos

Na avaliação da Fieg, desempenho reforça característica diferenciada da produção goiana, baseada sobretudo na agroindústria

Dados atualizados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgados nesta quarta-feira (08/07) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a produção física da indústria goiana cresceu 3% em maio/2020, a despeito da pandemia do coronavírus. Essa é a segunda alta consecutiva do indicador, que havia fechado abril com incremento de 2,3%.

De acordo com relatório analítico divulgado pela área técnica da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), o resultado de Goiás acompanha a tendência nacional de recuperação, apesar de, no período de janeiro-maio/2020, acumular queda de 0,3%. "O bom comportamento da atividade industrial é um alento para a economia, porém há muito o que recuperar", avalia o assessor econômico da Fieg Cláudio Henrique Oliveira.

Nacionalmente, foi observado crescimento de 7% da atividade industrial na passagem de abril para maio de 2020, na série livre de influências sazonais, com 12 dos 15 locais pesquisados alcançando taxas positivas. O comportamento reflete, principalmente, o retorno à produção (mesmo que parcialmente) de unidades produtivas, após as interrupções geradas por efeito da pandemia de Covid-19.

Em Goiás, os dados apurados foram positivos, sobretudo devido à característica diferenciada da produção goiana, calcada principalmente na agroindústria. Segundo relatório da Fieg, além do bom resultado em maio, o Estado destacou-se nacionalmente na comparação com igual período do ano passado. Houve registro de crescimento de 1,5%, sendo Goiás o único Estado com resultado positivo nesta base de comparação.

"Para termos uma ideia da relevância deste resultado, o mais próximo é Mato Grosso, com uma queda de 3,4%, e o resultado mais acentuado foi registrado no Ceará, com retração de 50,8%. O dado nacional é de taxa negativa de 21,9%", compara Cláudio Henrique.

Produtos alimentícios e metalurgia foram os segmentos que puxaram o resultado. Em maio, os produtos de maior influência para o setor alimentício foram açúcar vhp (destinado à exportação), açúcar cristal e óleo de soja refinado. Na metalurgia, os destaques ficaram com ferronióbio, ferroníquel e ouro.

"No ano, o comportamento da indústria goiana ainda é negativo em 0,3%. Porém, quando comparamos com resultados de outros Estados, Goiás é o terceiro melhor, atrás somente do Rio de Janeiro e Pará", avalia ainda o economista da Fieg. (Com informações da Agência IBGE Notícias)

Clique, aqui, e confira íntegra do relatório analítico da Cotec/Fieg.

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