10 Jun. 2021, 19h01

Infraestrutura como indutora do desenvolvimento

Webinar promovido pela Fieg discute investimentos e concessões em Goiás com representantes do Ministério da Infraestrutura

O Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra) da Fieg, liderado pelo empresário Célio Eustáquio de Moura, promoveu quinta-feira (10/06), em ambiente on-line, o webinar Investimentos e Concessões de Infraestrutura do Governo Federal, em parceria com o Fórum Regional de Logística e Infraestrutura Portuária – Centro-Oeste Export. O encontro, prestigiado por mais de 70 empresários e profissionais do setor, contou com apresentação da secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do Ministério de Infraestrutura (MInfra), Natália Marcassa, e do secretário de Transportes Terrestres do MInfra, Marcello da Costa.

Na oportunidade, os representantes do governo federal fizeram panorama dos investimentos aplicados e previstos para os próximos anos em Goiás, considerando os modais rodoviário e ferroviário. De acordo com Natália Marcassa, as principais ações lideradas pelo MInfra impactam em eixos estratégicos para o escoamento da produção goiana. Ainda em fase de consolidação, estão previstos bilhões de reais em investimentos, sobretudo por meio de concessões de trechos à iniciativa privada.

Segundo a secretária, no transporte rodoviário, estão contemplados corredores logísticos estratégicos ao escoamento da produção agroindustrial goiana, como a BR-364 (Sudeste e Sudoeste goiano) e as BRs 153, 080 e 414 (rodovias consideradas de integração nacional), além da relicitação das BRs 040 e 060. Sobre as obras de duplicação do trecho goiano da BR-050, Natália esclareceu que 183 km da obra foram concluídos até o final do ano passado e que a finalização da travessia de Cristalina está prevista para 2021, enquanto a de Catalão deve ter obras iniciadas neste ano.

No âmbito do transporte ferroviário, são estimados investimentos de cerca de R$ 20 bilhões na próxima década nas ferrovias de Integração Centro-Oeste (FICO), Centro-Atlântica (FCA) e Norte Sul. Estimativas do MInfra mostram a geração de mais de 250 mil empregos diretos e indiretos na região ao longo do contrato de concessão, promovendo efeito-renda nos municípios cruzados pelos eixos logísticos. "Além de proporcionar mais competitividade ao que é produzido em Goiás, facilitando o escoamento, o impacto social também é enorme."

O secretário de Transportes Terrestres do MInfra, Marcello da Costa, destacou que os investimentos do governo federal na região buscam preencher o enorme 'gap' entre a demanda e o efetivamente executado em infraestrutura logística no Centro-Oeste. "Nos últimos anos, experimentamos um crescimento econômico exponencial na região e a infraestrutura não acompanhou esse desenvolvimento. Hoje, a região é responsável pela maior produção agro do Brasil, commodities de exportação e também muito importantes para o consumo interno."

Para Costa, o investimento promovido para diversificação dos modais na região, hoje muito dependente do rodoviário, vai proporcionar mais competitividade ao que é produzido e mudará o cenário de infraestrutura na próxima década, considerando que a projeção de crescimento do Centro-Oeste agrícola é de 48% nos próximos anos. "Precisamos acompanhar isso! Estamos dotando o País de projetos que vão mudar o cenário de infraestrutura do Brasil nos próximos dez anos. Hoje, 90% do que é transportado nas rodovias é para exportação. Também precisamos repensar isso, preparando-nos para atender à crescente demanda interna."

Nesse sentido, o secretário elencou dois grandes projetos do setor que tramitam no Legislativo – o PLS 261 (Projeto de Lei do Senado), que busca modernizar a regulação da atividade de transporte ferroviário, e o projeto BR do Mar, que tem o objetivo de aumentar a oferta da cabotagem, incentivando a concorrência, criando novas rotas e reduzindo custos. "São dois grandes desafios que vão proporcionar a densidade logística que precisamos."

 

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