12 Jan. 2021, 15h20

Inflação fecha 2020 em 4,52%, é a maior desde 2016

Inflação fecha o ano acima do centro da meta do governo, e é a maior alta dos últimos quatro anos

Puxada pelo grupo alimentos e bebidas, a inflação, medida pelo IPCA, alcançou o maior valor dos últimos quatro anos. O índice subiu 1,35% na passagem de novembro para dezembro, revelando a maior variação mensal desde fevereiro de 2003, com isso, a inflação fechou o ano de 2020 em 4,52%.

Com a maior variação e o maior impacto no acumulado do ano, o grupo alimentos e bebidas encerrou o ano com alta de 14,09%, a maior variação acumulada desde dezembro de 2002. Habitação aparece com a segunda maior alta, 5,25%, contribuindo com 0,82 p.p. no índice geral, seguido por artigos de residência, 6% de alta e 0,23 p.p de impacto. Esses três grupos responderam por quase 84% do IPCA de 2020. O único grupo a apresentar queda foi vestuário, -1,13%.

As altas no grupo alimentos e bebidas foram mais intensas em março e abril, período mais restritivo das medidas de isolamento devido a pandemia de Covid19, e de setembro a dezembro, quando a demanda começou a ser restabelecida.

Dentro do grupo alimentos e bebidas, as maiores altas vieram de: carnes (17,97%), arroz (76,01%), frutas (25,40%) e óleo de soja (103,79%), que concentraram maiores impactos no índice. Outros destaques vieram de batata inglesa e tomate, com variações de 67,27% e 52,76%, respectivamente, ao longo do ano.

A inflação ao longo de 2020 foi influenciada pela pandemia do novo coronavírus, com impacto ainda mais significativo para a população com menor renda. O INPC que mede a inflação para famílias que recebem de 1 a 5 salários-mínimos chegou a 5,45%, e mais uma vez, produtos alimentícios puxaram essa alta, com variação de 15,53% ao longo do ano. Para 2021, a meta do governo é de uma inflação de 3,75%, com viés de 1,5 p.p. 

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