08 Oct. 2020, 17h32

Indústria goiana cresce pelo 4º mês seguido

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (08/10), dados atualizados da produção industrial goiana. De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), em agosto de 2020 a indústria acumulou crescimento de 1,2% frente a julho do mesmo ano na série com ajuste sazonal. Este é quarto mês consecutivo de alta, apesar dos desdobramentos econômicos da pandemia do coronavírus.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, a mobilização do setor pela continuidade das atividades industriais no Estado, durante o período de quarentena, foi fundamental para o resultado. "Nós conseguimos manter as indústrias funcionando. As indústrias intensificaram os protocolos de segurança e continuamos produzindo. Os Estados que fecharam pagam hoje o prejuízo", observou.

No acumulado do ano, Goiás teve incremento de 1,8%, indicando que, mesmo com pandemia, a indústria goiana produziu mais, contra recuo de 8,6% do indicador nacional. Nessa base de comparação, a indústria goiana fica atrás somente do Rio de Janeiro, que apresenta expansão de 2,4%. Destaque-se ainda que, em 2020, há somente três resultados positivos, sendo a terceira colocação ocupada por Pernambuco, com incremento de 0,9%.

Segundo o assessor econômico da Fieg, Cláudio Henrique Oliveira, o bom comportamento de Goiás deve-se, sobretudo, às indústrias de produtos alimentícios, farmoquímicos e farmacêuticos e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis. "Esse grupo de produtos vem fazendo a diferença. Não que os demais produtos pesquisados não apresentem crescimento, porém o incremento é de menor magnitude", explica.

Por outro lado, as atividades que apresentaram maiores quedas de produção foram: fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-19,6%); produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-18,9%); e indústrias extrativas (-14,7%). Os produtos que tiveram mais influência para a queda dessas atividades foram automóveis com motor a gasolina, álcool ou biocombustível, veículos para o transporte de mercadorias com motor diesel, e automóveis com motor diesel; latas de ferro e aço para embalagem de produtos diversos, esquadrias de ferro e aço e esquadrias de alumínio; e minérios de cobre em bruto ou beneficiados, respectivamente.

Desde março de 2020, com o início da pandemia, a indústria automobilística acumula queda de 39,2%. Com o resultado, o segmento recuou 1,4% na composição da taxa de crescimento industrial goiana. "Esse comportamento não é exclusivo de Goiás. Nacionalmente, esse setor é um dos que mais tem sofrido com a crise da Covid-19, principalmente pelo redirecionamento do consumo", observa Cláudio Henrique.

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