09 Jun. 2021, 16h00

Indústria goiana acumula recuo de 6,4% em 2021

Em abril, a produção industrial goiana registrou queda de 3,6% frente a março/2021 (série com ajuste sazonal). Já a produção industrial nacional caiu 1,3% na mesma base de comparação, sendo a terceira queda consecutiva. Na comparação com abril/2020, a indústria goiana apresentou queda de 8,7%, apresentando valores negativos em três dos quatro índices já divulgados. Com isso, a produção goiana acumulada retração de -6,4% no ano. É a primeira vez, desde setembro de 2019, que o acumulado nos últimos 12 meses apresenta resultado negativo (-0,3%).

Já na indústria nacional, houve avanço de 34,7%, sendo o oitavo resultado positivo seguido e o maior resultado desde o início da série histórica em janeiro de 2003. Em contrapartida, é a primeira vez que a indústria nacional registra acumulado positivo nos últimos 12 meses, uma vez que o último acumulado positivo havia sido registrado em fevereiro de 2019 (0,4%).

Indústria de transformação cai pela sétima vez consecutiva
Para explicar a queda de 8,7% da produção industrial goiana em abril de 2021 em comparação com mesmo mês de 2020, investigam-se as principais atividades que compõem a indústria goiana.

Enquanto a indústria extrativa se manteve estável (0,1%) no mês, a indústria de transformação alcançou sua sétima queda consecutiva em abril (-9,1%). Dentre as atividades desta indústria que tiveram maior queda na produção foram: a fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-62,5%) que apresentou a sétima queda consecutiva e acumula no ano um encolhimento de 36,1%; a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-23,3%) que apresentou a quarta queda seguida na produção e já acumula no ano um encolhimento de 20,9%; por fim, a fabricação de produtos alimentícios (- 3,1%), que é a principal atividade da indústria goiana, registra quedas desde outubro de 2020 e acumulou no ano variação negativa de 4,1%.

Os produtos que tiveram mais influência para a redução dessas atividades foram medicamentos, latas de ferro e aço para embalagem de produtos diversos e leite em pó respectivamente.

Fabricação goiana de veículos automotores, reboques e carrocerias cresce 5.852,4% em abril
Por outro lado, as atividades que apresentaram crescimento na produção foram a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (5852,4%), sendo o maior aumento da série histórica, principalmente causado pela paralisação na produção ocorrida de abril de 2020, decorrente da pandemia de Covid-19.

A atividade já registra um acumulado no ano positivo (41,0%), mas o crescimento ainda não foi suficiente para que o acumulado nos últimos 12 meses seja positivo (-16,8%); a fabricação de produtos de minerais não-metálicos (55,5%), que registra o nono crescimento consecutivo e já acumula no ano um crescimento de 27,2%; por fim, a fabricação de outros produtos químicos (10,9%), que apresenta o sexto crescimento consecutiva na produção e acumula no ano um crescimento de 15,4%.

Os produtos que tiveram mais influência para a redução dessa atividade foram automóveis com motor a gasolina, álcool ou bicombustível, massa de concreto e superfosfatos respectivamente.

Nove dos 15 locais pesquisados apresentam recuo em abril de 2021
Com a redução de 1,3% na indústria nacional, de março para abril de 2021, na série com ajuste sazonal, 9 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE apresentaram taxas negativas.

As quedas mais acentuadas ocorreram na Bahia (-12,4%), Região Nordeste (-7,8%), Goiás (-3,6%) e São Paulo (-3,3%). Já os maiores avanços foram no Amazonas (1,9%) e Rio de Janeiro (1,5%).

Fonte: Assessoria IBGE.

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