12 Nov. 2021, 16h23

Indústria é contra liberação da comercialização da farinha de trigo transgênico no Brasil

Apesar da forte rejeição do mercado internacional nos últimos 20 anos, Brasil é primeiro país a aprovar utilização do produto

O Sindicato dos Moinhos de Trigo da Região Centro-Oeste (Sindtrigo), entidade que compõe a base da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), posicionou-se contrário à liberação da comercialização da farinha de trigo transgênico no Brasil e endossou nota oficial da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), criticando a decisão da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTN Bio), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

No documento divulgado quinta-feira (11/11), a Abitrigo alerta sobre os riscos da decisão e para o impacto nas exportações brasileiras de produtos derivados (massas, biscoitos e pães), além dos desdobramentos imprevisíveis à imagem do Agronegócio. Leia aqui íntegra da nota oficial.

A Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) também divulgou em seu site posicionamento contrário à medida, destacando que a decisão carrega incertezas junto ao mercado e à comunidade internacional, sendo tomada com base em critérios que incidem na segurança, sem maior estudo sobre o comportamento do consumidor.

"Como Goiás e o Brasil não são autossuficientes em trigo, nosso receio é parte da demanda interna ser suprida por importação, principalmente da Argentina. Essa decisão pode prejudicar a atividade industrial, caso os consumidores dos itens alimentícios não aprovem a utilização de insumos transgênicos", avalia o presidente do Sindtrigo, Sérgio Scodro, solidário ao posicionamento da Abitrigo e Abimapi.

De acordo com dados levantados pela área técnica da Fieg, a indústria de alimentos representa 37% do total da atividade industrial no Estado. Somente as indústrias relacionadas a moagem de trigo e fabricação de derivados, produtos da panificação e fabricação de massas alimentícias, somam 757 estabelecimentos industriais e empregam mais de nove mil funcionários. Goiás produz 44,2% de todo o trigo do Centro-Oeste e ocupa a 7ª colocação no ranking nacional.

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