29 Sep. 2020, 21h00

Gustavo Gayer rebate ameaça de cortes no Sesi e Senai

O empresário Gustavo Gayer, de 39 anos, candidato pelo DC (Democracia Cristã) a prefeito de Goiânia, foi o entrevistado da terça-feira, 29 de setembro, na maratona Fieg Sabatina Eleições 2020.  

Filho da ex-delegada de polícia, ex-vereadora e ex-deputada Conceição Gayer – falecida em 2006 –, ele é professor de inglês e ativista digital, integrante da Frente Conservadora de Goiânia, que apoia o presidente Jair Bolsonaro. Seu vice é o advogado Alexandre Magalhães, presidente estadual do partido Democracia Cristã e ex-secretário municipal de Turismo.

Logo no início da sabatina, aberta pelo vice-presidente da Fieg Flavio Rassi, Gustavo Gayer manifestou apoio ao Sistema S, diante de ameaças de corte de recursos feitas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e disse que é “impossível” um país próspero sem um trabalho de qualificação das pessoas e que não adianta abrir mais vagas de emprego sem investir em formação. 

Entres suas intenções para a Prefeitura de Goiânia, o candidato prometeu enxugar a máquina administrativa, não contratar mais novos funcionários e transformar a administração pública numa “máquina digital”. Ele sentenciou que, para efetivação de suas propostas, suas principais parcerias serão a iniciativa privada, de onde virão os principais recursos.

Proprietário de escola de inglês há anos, o empresário garante ter experiência com educação e disse ter interesse em parceria da Prefeitura com o Sesi e o Senai. Ele antecipou que, num cenário pós-pandemia, se eleito, escolas particulares locais com risco de fechamento também poderão “receber alunos da rede pública” mediante convênios.

Sobre as 21 mil bolsas de qualificação profissional oferecidas pelo Sistema S na pandemia e como essa e outras iniciativas do Sesi e Senai podem ser reaproveitadas pela administração municipal, Gustavo Gayer sugeriu que “basta não ter ninguém atrapalhando”, realidade segundo ele de administrações anteriores. Ao visualizar um agravamento da crise econômica após o fim do auxílio emergencial, Gayer criticou políticas sociais e defendeu formação profissional e independência financeira para todos.

Indagado sobre pioneirismo do Sistema S em Goiás ao revolucionar o ensino médio com nova matriz e oferecer o EJA (Educação de Jovens e Adultos) em suas unidades, bem como a disciplina empreendedorismo, o candidato admitiu a possibilidade de implantar esse modelo nas escolas municipais.

Quanto ao Plano Diretor de Goiânia, cuja atualização foi abortada recentemente na Câmara, o candidato prometeu atuar, no âmbito da proposta, para acabar com a especulação imobiliária e “negociações escusas” da administração pública. “Qualquer pessoa que tem área poderá transformá-la em loteamento, desde que não tenha impacto ambiental. O proprietário terá de passar apenas 5% de área para a Prefeitura, mas esse total terá de ser área construída. A construção civil é força motora para a economia”, disse.

Em relação à indústria de confecção, o candidato idealizou a criação da “44 Fashion Week”, em referência ao polo de moda goianiense, e baixar o imposto cobrado das empresas turísticas e de entretenimento para atrair mais eventos para a capital. “Pretendo transformar a Região da 44 num shopping aberto nos moldes de outlets e levar a moda de Goiânia para o mundo inteiro por meio da exportação. Indagado sobre a possibilidade de parcerias da Prefeitura com os projetos no campo da moda desenvolvidos pelo Sistema Fieg para fortalecer uma moda local com identidade própria, Gustavo Gayer respondeu que “tudo que puder fazer pela moda eu vou fazer porque muitas coisas feitas aqui não têm apoio do governo”. 


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