10 Nov. 2020, 15h38

Goiás recupera patamar de produção pré-pandemia e lidera crescimento industrial no País

No acumulado no ano de 2020, indústria goiana teve crescimento de 2,5% em relação a 2019. Alimentos, produtos farmoquímicos e farmacêuticos e minerais não-metálicos puxam aumento em setembro

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira (10/11), mostram que Goiás lidera o crescimento industrial no País, com incremento de 2,5% na produção em 2020, à frente do Rio de Janeiro (2,2%) e Pernambuco (1,8%), únicos Estados igualmente com resultado positivo na base comparativa. Em setembro, a indústria goiana voltou a crescer pela quarta vez consecutiva, com variação positiva de 0,4% em relação ao mês anterior. Frente a setembro do ano passado, o avanço foi ainda maior (5,3%), sendo o 5º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação.

Os setores que mais contribuíram para esse aumento foram fabricação de produtos alimentícios (11,9%), com destaque para açúcar, leite, milho e tomate; fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (11,0%), com aumento na produção de medicamentos; e fabricação de produtos de minerais não-metálicos (17,2%), com aumento na produção de cimentos, materiais de concreto e produtos cerâmicos.

"Os resultados do segundo semestre confirmam a expectativa de recuperação da atividade produtiva. Os empresários têm se mostrado confiantes com a economia e o futuro próximo, assim como têm observado melhora no ambiente de negócios", avalia o presidente da Fieg, Sandro Mabel.

Por outro lado, as atividades que apresentaram maiores quedas de produção foram fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-35,3%), em retração desde março de 2020, com o início da pandemia; seguida da fabricação de produtos de metal (-22,9%), com comportamento similar, apresentando queda desde abril de 2020; e metalurgia (-10,3%).

Os produtos que tiveram mais influência para o resultado negativo dessas atividades foram automóveis com motor a gasolina, álcool ou biocombustível, veículos para o transporte de mercadorias com motor diesel e automóveis com motor diesel; latas de ferro e aço para embalagem de produtos diversos, esquadrias de ferro e aço, estruturas de ferro e aço em chapas ou em outras formas e esquadrias de alumínio; e ouro em formas brutas para usos não monetários, ferronióbio e ferroníquel.

"Apesar de quedas em setores importantes para Goiás, numa análise mais longa, percebe-se a tendência de recuperação da atividade produtiva. O Índice de Confiança do Empresário Industrial goiano já se encontra próximo aos índices pré-crise e o mercado de trabalho formal também tem apresentado melhora, com aumento no número de vagas em setembro", observa ainda Sandro Mabel.

Nacionalmente, a produção industrial brasileira, medida pela Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF, IBGE) cresceu 2,6% em setembro, frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Essa alta foi acompanhada por 11 dos 15 locais pesquisados pelo instituto. Nove Estados recuperaram em setembro o patamar de produção pré-pandemia: Amazonas, Ceará, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Pará, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

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