26 May. 2022, 15h00

Fieg sedia reunião do Conselho de Mineração da CNI

Encontro conduzido pelo presidente da Fieg e do colegiado nacional, Sandro Mabel, reuniu as principais lideranças e entidades do setor mineral para debater perspectivas e desafios da mineração

Após dois anos de encontros virtuais, devido à pandemia de Covid-19, o Conselho Temático de Mineração da Confederação Nacional da Indústria (Comin/CNI), dirigido pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, realizou, em Goiânia, reunião de forma híbrida (presencial e on-line).

O encontro, realizado segunda-feira (23-05), na Casa da Indústria, foi conduzido por Sandro Mabel, com presença do secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (SGM/MME), Pedro Paulo Dias; dos presidentes do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Jungmann, da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral (ABM), Luís Azevedo, também vice-presidente do Comin, e de demais conselheiros.

Sandro Mabel classificou o evento com ponto alto do conselho temático neste ano, ao reunir as principais lideranças e entidades do setor mineral, e disse acreditar que esta unicidade levará a mineração a atingir altos patamares de desenvolvimento. “A onda da mineração está se formando e está cada dia maior. Ano passado, nós crescemos 62%, as exportações também cresceram, conseguimos fazer leilão de 20 mil áreas que estavam paradas, e temos outras 50 mil para leiloar ainda neste ano”, acrescentou.

Para o líder do Sistema Indústria, o setor mineral está se movimentando, gerando empregos, buscando riquezas, industrializando. “Nós ainda temos muito trabalho pela frente, mas as perspectivas são boas e vamos continuar nosso engajamento pela defesa do setor mineral”, destacou Sandro Mabel.

Como perspectivas para a mineração, o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (SGM/MME), Pedro Paulo Dias, apresentou prognósticos para investimentos no setor, com melhoria na infraestrutura, que possibilitem o avanço do pequeno e médio minerador, bem como as grandes indústrias minerais. “O maior trunfo da mineração é o espaço que ainda temos para avançar em pesquisa e produção mineral no País. Quanto mais preciso e definido for o lugar que queremos chegar no setor mineral, com o olhar para a sustentabilidade, teremos como avançar ao longo prazo nas atividades de mineração”, pontuou.

O diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Jungmann, reforçou os compromissos da indústria da mineração com a agenda ESG, que estabelece ênfase nas boas práticas voltadas à excelência em gestão do meio ambiente, responsabilidade social e governança.

Raul Jungmann exibiu uma pesquisa sobre a reputação do setor mineral brasileiro. "O IBRAM tem levado as mineradoras no Brasil a planejar e a adotar ações para restabelecer a confiança da sociedade na capacidade da indústria de operar com mais segurança, tanto em relação às pessoas quanto ao meio ambiente", afirmou.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias Extrativas do Estado de Goiás e do Distrito Federal, Luiz Antônio Vessani, o conselho tem papel fundamental em discutir projetos de lei do setor, assim como atração de investimentos. Segundo ele, é preciso falar, discutir e estudar a mineração em todas suas perspectivas de crescimento.

Para o presidente do Câmara Setorial da Mineração da Fieg (Casmin), Wilson Borges, as reuniões do conselho são momentos únicos de promover a integração das entidades, do governo, do poder público em prol unicamente do desenvolvimento mineral. “Precisamos de todos os esforços para alavancar o desenvolvimento da mineração no Brasil. E isso só será possível com uma sinergia entre setor produtivo e poder público”, disse.

Participaram também da reunião de forma presencial o vice-presidente da Fieg Flávio Rassi, o presidente do Sindiareia, Luiz Carlos Borges; o diretor de Relações Institucionais do Ibram, Rinaldo Mancini; do Sindinam, Carlos Alberto Lancia; os presidentes das federações das indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Francisco Pereira Soares; e do Rio de Janeiro (Firjan), Geraldo Ribeiro do Valle Haenel; de Brasília (Fibra), Salvio Humberto Safe de Matos; de Rondônia (Fiero), Vagner Torrente; de Mato Grosso do Sul (Fiems), Wilson Antônio Borges; da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Janaína Dantes; da Abirochas, Reinaldo Dantas Sampaio; da ABPM, Miguel Nery; da Fiern, Mário Tavares e Edgar Salustiano Neto; da CNI o gerente executivo de relacionamento com o poder executivo, Pablo Cesário e o especialista em política e indústria, Daniel Vieira.

Tiveram participação on-line das federações de São Paulo (Fiesp), Antero Saraiva Júnior; do Paraná (Fiepr), Cláudio Grochowicz; de Minas Gerais (Fiemg), José Fernando Coura; de Santa Catarina (Fiesc), Otmar Josef Muller; do Piauí (Fiepi), Paulo de Tarso Mendonça Moraes Souza; da Bahia (Fieb), Paulo Guimarães Misk, de Mato Grosso (Fiemt), Serafim Carvalho Melo; do Espírito Santos (Findes), Tales Pena Machado, da Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção (Anepac), Fernando Valverde; e da Associação Nacional da Indústria Cerâmica (Anicer), Rafael Nícola.

 

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