26 Mar. 2021, 17h18

Fieg reúne empresários goianos para discutir funcionalidades do Pix

Encontro do Compem contou com palestra do gerente da CEF Ricardo Vilela, que orientou sobre vantagens da nova ferramenta nas transações financeiras

Liderado pelo empresário Jaime Canedo, o Conselho Temático da Micro, Pequena e Média Empresa (Compem-GO) da Fieg reuniu empresários goianos, nesta sexta-feira (26/03), para discutir as funcionalidades do Pix, novo meio de pagamento eletrônico que permite transferências e pagamentos em tempo real e com baixo custo. O encontro, realizado em ambiente on-line, contou com palestra do gerente da Caixa Econômica Federal (CEF) Ricardo Vilela, que também é consultor financeiro.

De acordo com Vilela, o Pix faz parte da agenda do Banco Central que busca fomentar a inovação e competitividade no sistema financeiro, além de promover a educação financeira. A nova ferramenta entrou em vigor em novembro do ano passado e, com pouco mais de duas semanas de operação, já somava mais de 100 milhões de chaves.

"Apesar de ser obrigatório para as instituições com mais de 500 mil contas de clientes ativas, a tendência é de que todos os bancos e fintechs passem a utilizar. Trata-se de tendência mundial", afirmou o consultor, ao citar as funcionalidades e vantagens da ferramenta.

Dados apresentados durante a live mostram a abrangência dos dispositivos móveis para realização de operações bancárias no Brasil. Atualmente, o país possui cerca de 230 milhões de smartphones ativos, sendo que 30% desses aparelhos já efetuaram algum pagamento no último ano. Estima-se que 64% dos jovens brasileiros já aderiram aos pagamentos móveis.

"A pandemia veio acelerar ainda mais essa tendência. Hoje, muitos pagamentos já são feitos sem contato com quaisquer equipamentos alheios. O Pix vem para agregar, ampliando a escolha do consumidor. É mais rápido, barato e seguro, além de permitir a integração com outros serviços do smartphone, como leitor de QR Code", explicou Vilela.

Para o presidente do Compem/Fieg, Jaime Canedo, o Pix veio para ficar. "A ferramenta veio pra revolucionar as transações financeiras", afirmou. 

Contudo, o empresário alertou os participantes da reunião que o empreendedor precisa redobrar a atenção ao declarar o fluxo financeiro das transações. Para Jaime Canedo, o Pix traz facilidades, mas é mais uma ferramenta que o Governo Federal dispõe para cruzamento de dados sobre o faturamento das empresas, agora em tempo real.

A webconferência contou com a participação de cerca de 30 empresários. Acompanharam as discussões a presidente da Fieg+Solidária, Raquel Ribeiro; o deputado estadual Virmondes Cruvinel; os superintendentes João Carlos Gouveia (Fieg) e Humberto Oliveira (IEL Goiás); e o secretário de Indústria e Comércio de Santa Terezinha de Goiás, Romualdo Martins de Paula.


O PIX EM 9 PASSOS

1. Conveniência: Transações realizadas 24 horas, todos os dias do ano, inclusive finais de semana e feriados. 

2. Rapidez: As transferências de recursos são realizadas em até 10 segundos, ajudando no fluxo de caixa das empresas.

3. Simplicidade: Poderá ser realizado de forma simples, pelo próprio smartphone (aplicativos e internet banking).

4. Abrange todos os tipos de pagamentos/transferências: envolvendo empresas, pessoas e o governo.

5. Aumento da competitividade: Ambiente aberto, permitindo a participação de instituições de diversas naturezas, proporcionando competição e inovação dentro do ambiente da prestação de serviços de pagamento. Hoje, no processo de adesão junto ao Banco Central, estão cerca de 980 instituições de várias naturezas. 

6. Agilidade na entrega: Com o pagamento em tempo real, o tempo médio de entrega de uma mercadoria também deve ser reduzido de forma considerável. Atenção para gestão de estoques e logística de entrega. 

7. Sem custo para as pessoas físicas: As transferências entre pessoas físicas são gratuitas. Também não serão tarifadas as pessoas físicas que realizarem pagamentos a estabelecimentos.

8. Garantia nas vendas físicas: redução de perdas contra não pagamentos ou fraudes com cartão de crédito, menor risco que cheques, menor risco com assalto no comércio (dinheiro em caixa).

9. Instrumento de negociação com bancos e operadoras de cartão: Amplia o poder de negociação com as bandeiras de cartão de débito e crédito e de tarifas de cobrança bancária.

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