07 Dec. 2021, 23h00

Fieg participa de encontro de empresários com Bolsonaro para discutir retomada da indústria

Evento, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, contou com participação de mais de 600 empresários e 15 ministros do governo, entre eles o de Economia, Paulo Guedes, e de Infraestrutura, Tarcísio Gomes

Em evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira (07/12), em Brasília, com participação de comitiva da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), empresários de todo o País e integrantes do governo, foram apresentadas ao presidente Jair Bolsonaro 44 propostas para retomada da indústria e geração de emprego. As sugestões abrangem as áreas de tributação, eficiência do Estado, financiamento, infraestrutura, meio ambiente, inovação, educação, comércio exterior, relações de trabalho e micro e pequenas empresas.

Para o vice-presidente da Fieg André Rocha, o Brasil vive um momento delicado na economia devido à desindustrialização. “Uma das grandes causas do momento difícil que o Brasil enfrenta é a desindustrialização e, durante a pandemia, nós vimos a importância de valorizar cadeias produtivas importantes. Diante disso, a CNI propôs a retomada do crescimento e da geração de empregos com a volta e reindustrialização do Brasil”, disse.

Após análise do desenvolvimento industrial no Brasil nos últimos dez anos, o presidente da CNI, Robson Andrade, explicou que a indústria de transformação brasileira encolheu, em média, 1,6% ao ano. Além das perdas em relação a manufatura e exportações nacionais e mundial, Robson destacou que a indústria tem sofrido quedas no ritmo de evolução.

“As disfunções enfrentadas diariamente pelas empresas afetam com mais intensidade os fabricantes de bens de capital e de produtos de consumo duráveis, que são segmentos dinâmicos, de maior complexidade tecnológica e com impacto significativo sobre a produtividade e no emprego. Em dez anos, a participação desses ramos no valor adicionado da indústria de transformação recuou de 24% para 19%”, afirmou o presidente da CNI.

Ainda em meio à pandemia da Covid-19, André Rocha destacou o otimismo em relação à industrialização do Brasil em 2022, no entanto, reforçou a necessidade de vencer alguns desafios para retomada. “Temos algumas ameaças e momentos de incertezas, mas estamos afastando algumas dificuldades, como crise hídrica e energética, esperamos ter um melhor ambiente de negócio para que o País volte a crescer e sabemos que essa retomada da industrialização no Brasil é uma política de médio prazo. Então, temos que começar agora para fincar alguns fundamentos para que, aos poucos, consegamos reconsolidar algumas cadeias produtivas e ativar algumas outras que hoje não existem”.

O vice-presidente da Fieg reforçou a necessidade de manter aproximação entre o setor produtivo e o governo federal e ressaltou contribuição da Fieg nas sugestões às propostas. “É importante a aproximação do governo para que junto dele nós possamos conseguir criar um ambiente melhor e mais competitivo para as indústrias brasileiras. A Fieg contribuiu com sugestões e vive essa ansiedade de um melhor momento de competitividade para as indústrias goianas também”, afirmou.

Durante o encontro, o presidente da CNI entregou documento com as propostas ao presidente da República, que repassou as sugestões ao ministro Paulo Guedes para avaliação dos projetos. Em seu discurso, Bolsonaro destacou a dificuldade de empreender no Brasil. “Como é duro ser patrão no Brasil. Os investidores não podem viver sob a sombra da incerteza, com insegurança jurídica. Quem emprega são vocês, nós somos devedores de favores para vocês. Quem cria a massa de empregados, quem gera riqueza no Brasil são vocês. Não podemos dificultar”, afirmou.

Segundo Paulo Guedes, o governo tem trabalhado para que o Brasil volte a crescer industrialmente, na esteira de uma Reforma Tributária. “Das 44 propostas, nós já estamos trabalhando há quase dois anos em umas 40 delas. Fizemos mandala do custo Brasil, que é realmente de R$ 1,5 trilhão, então temos que fazer a Reforma Tributária”, salientou.

Diante das propostas apresentadas pela CNI, o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes, disse estar otimista com a evolução do Brasil no ramo da construção nos próximos anos. “Vamos ver o Brasil de 2024 em diante se transformar em um grande canteiro de obras, com o que está sendo plantando agora”, garantiu.

Propostas apresentadas

O documento foi elaborado com base em subsídios das federações estaduais de indústria, das associações da indústria, da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) e de reuniões com empresas coletados durante o ano e refinados em reuniões dos fóruns e conselhos temáticos da CNI e do Fórum Nacional da Indústria (FNI).

 

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