11 Feb. 2021, 09h30

Fieg inclui redução do 'Custo Goiás' no debate do Custo Brasil

O Projeto de Redução do Custo Brasil voltou a ser debatido em Goiânia, quarta-feira (10/02), em uma live promovida pelo Fórum de Entidades Empresariais de Goiás. O CEO do projeto no Ministério da Economia, Jorge Lima, que esteve em outubro do ano passado em Goiânia debatendo o assunto com empresários, desta vez apresentou um balanço das ações desenvolvidas desde julho de 2020 e projetadas até março de 2021, além do status e impacto das proposições da iniciativa. O encontro virtual teve ainda participação da secretária de Estado da Economia, Cristiane Schmidt, do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, e do vice André Rocha.

Cristiane Schmidt disse que o chamado Custo Brasil é um dos principais fatores que joga para baixo a produtividade do País e enfatizou a necessidade de uma reforma administrativa. “Nossa produtividade não cresce há muito tempo. Ela não é baixa apenas no setor privado, mas também no setor público e por isso a reforma administrativa é tão importante. Ela é essencial para uma maior eficiência do serviço público”, avaliou.

Custo Goiás – Sandro Mabel aproveitou a discussão para defender igualmente a redução do que chamou de Custo Goiás. “A realização do encontro foi muito importante. Queremos que, juntamente com a Secretaria da Economia, possamos diminuir o custo goiano também. Nos colocamos à disposição para ajudar junto ao Congresso, junto à nossa bancada de deputados, para que possamos reduzir o Custo Brasil. Isso significa redução de impostos, melhor ambiente econômico e mais competitividade para nossos produtos”,  afirmou.

Também participaram do evento os presidentes da Acieg, Rubens Filette, e da OCB-GO, Luiz Alberto Pereira, o superintendente do Sesi e diretor regional do Senai, Paulo Vargas; o conselheiro do Sindicato das Indústrias da Construção, Eduardo Bilemjian Filho; além da assessoria parlamentar do Fórum Empresarial de Goiás

Custo Brasil – O Projeto de Redução do Custo Brasil caracteriza-se pela superação de um conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas, econômicas e fiscais, muitas vezes fruto da má gestão pública que, ao longo dos anos, compromete novos investimentos pelas empresas e pioram o ambiente de negócios no País.

“Outra coisa que vale a pena ressaltar é que o grau de eficiência do setor privado não deriva da ineficiência da empresa em si, mas do Custo Brasil. A infraestrutura é precária e temos uma tributação muito elevada e complexa para um país de renda média. Nós, do Conselho Nacional de Secretários da Fazenda (Consefaz), entendemos que deveria ser feita uma reforma tributária completa, que diminuísse a complexidade geral da tributação no Brasil. A burocracia é muito exagerada e diante desta realidade desenvolvemos o ProGoiás para mostrar para todos os empresários que a incerteza jurídica acabou”, afirmou secretária da Economia, Cristiane Schmidt.

“Meu objetivo aqui é a redução do Custo Brasil. Em 2018, por meio de uma consultoria contratada pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC) e com o a poio de algumas federações, chegou-se à conclusão de que um total de R$ 1,5 trilhão é jogado fora todos os anos, o que equivale a 22% do Produto Interno Bruto (PIB)”, disse o CEO do projeto no Ministério da Economia, Jorge Lima.

O vice-presidente da Fieg André Rocha enfatizou que o governo de Goiás tem mostrado empenho em melhorar o ambiente de negócios e disse acreditar que a ênfase deve estar na questão da produtividade e eficiência das empresas.

O presidente da Fieg, Sandro Mabel, encerrou o encontro colocando todo o sistema da Federação à disposição para colaborar com os projetos que visem baixar o Custo Brasil. (Com informações da Secretaria da Economia do Estado de Goiás)

Metodologia – A metodologia do projeto inclui 12 áreas consideradas vitais para a competitividade do setor empresarial:

• Abrir um negócio;

• Financiar o negócio;

• Empregar capital humano;

• Dispor da infraestrutura;

• Acessar insumos básicos;

• Atuar em ambiente jurídico e regulatório eficaz;

• Integrar-se com cadeias produtivas globais;

• Honrar tributos;

• Acessar serviços públicos;

• Reinventar o negócio;

• Competir e ser desafiado de forma justa;

• Retomar ou encerrar o negócio.

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