28 Apr. 2022, 19h14

Fieg discute anel viário de Goiânia, concessão da BR-060 e federalização de GOs com Dnit e Goinfra

Pautas dominaram encontro promovido pelo Coinfra, na Casa da Indústria, com participação de empresários, profissionais e entidades representativas do setor

Debater os investimentos e as obras de infraestrutura rodoviária previstas para Goiás. Com esse objetivo, a Casa da Indústria recebeu quarta-feira (27/04) o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Volnei Vieira de Freitas, e o diretor de Planejamento da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Riumar dos Santos, no âmbito da reunião ordinária do Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra) da Fieg. O encontro, mediado pelo empresário Célio Eustáquio de Moura, contou com participação do presidente da Fieg, Sandro Mabel, e de empresários, profissionais e entidades representativas do setor.

Já na abertura, Sandro Mabel destacou a divergência entre a importância do modal para o Brasil e o número de estradas pavimentadas, o que compromete diretamente a competitividade do setor produtivo. "Precisamos aprimorar cada vez a mais a qualidade de nossas rodovias, que escoam nada menos do que 60% da nossa produção, apesar de contar com apenas 12,4% de estradas pavimentadas. Temos na operação logística um enorme desafio à produtividade, o que exige a atenção de todos nós visando preservar as margens operacionais e de lucro dos negócios, alavancar resultados e maximizar a lucratividade”, avaliou.

Nesse sentido, o representante do Dnit, Volnei Vieira de Freitas, apresentou o atual cenário das rodovias federais que cortam Goiás. Atualmente, a malha federal no Estado é de pouco mais de 2,5 mil quilômetros, número que vem sendo reduzido ano a ano frente às concessões das rodovias federais para a iniciativa privada.

"Com as concessões, a jurisdição do Dnit vem encolhendo a cada ano. Com essa perspectiva, vemos possibilidade para federalizar algumas GOs, sobretudo os eixos que hoje são considerados rodovias radiais, com alto fluxo e que ligam importantes regiões", analisou, citando como exemplo a GO-010, que liga o Distrito Federal com a região da Chapada dos Veadeiros, prosseguindo até o Tocantins.

No tocante às concessões, o superintendente explicou que o processo está adiantado no caso da BR-060, trecho que liga Goiânia a Mineiros, passando por Rio Verde e Jataí. Entretanto, Freitas alertou os representantes do setor produtivo para a importância da participação nas audiências públicas. "Tivemos poucas manifestações e o projeto para duplicação do trecho até Mineiros não foi incluído".

Anel Viário de Goiânia – A reunião do Coinfra discutiu também as dificuldades que vêm impedindo a concretização do Anel Viário de Goiânia. Nesse sentido, o diretor da Goinfra Riumar dos Santos afirmou que a concessão da BR-060 deve incluir execução de parte do desvio na Região Metropolitana.

Para tanto, está em avaliação arco para ligar a BR-060 a BR-452, no sentido Itumbiara. "O objetivo, no futuro, é encaixar com anel da Triunfo-Concebra, otimizando escoamento da produção do Sudoeste Goiano", explicou Riumar.

Empresários que acompanharam a reunião ponderaram que a questão do anel viário precisa de solução urgente para desafogar o trânsito dos trechos urbanos de rodovias federais e estaduais que cortam Goiânia. Nesse sentido, defenderam por unanimidade a necessidade de unir forças para resolver a questão fundiária e se antecipar na restrição das áreas por onde deve passar o traçado da via.

"O Anel Viário é uma obra secular. Precisamos criar projeto, definir o traçado e mobilizar prefeitos para inclusão dessas áreas no plano diretor das cidades. Sem isso, corremos o risco de, quando for licitado, não ter como executar o plano devido a problemas fundiários", reforçou o presidente do Secovi, Ioav Blanche, de forma pragmática.

O presidente do Coinfra, Célio Eustáquio de Moura, destacou a importância do colegiado nessa mobilização e a importância do engajamento do setor produtivo. "Trouxemos ao debate temas que interferem diretamente na competividade do que produzimos em Goiás. Investimentos em infraestrutura impactam na melhoria do ambiente de negócios. É um círculo de prosperidade, com impacto na geração de mais emprego e qualidade de vida para as pessoas e mais oportunidades para os negócios", avaliou.

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