19 Jul. 2022, 19h00

Fieg defende consolidação e avanço da Reforma Trabalhista

Parte do conjunto de propostas aos candidatos às eleições deste ano, a Reforma Trabalhista implantada em 2017 precisa ser consolidada, juntamente com o avanço na modernização das relações de trabalho, defende o setor industrial, que promoveu terça-feira (19/07), em Goiânia, debate sobre o tema. A defesa da reforma marcou reunião do Conselho Temático de Relações do Trabalho (CTRT) da Fieg, presidido pelo empresário Marley Rocha, que também dirige o Sindicato da Indústria de Produtos de Cimento do Estado de Goiás (Sinprocimento).

O encontro, por videoconferência,  contou com participação da gerente executiva de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sylvia Lorena, de conselheiros integrantes do colegiado e empresários.

“Nós temos cinco anos de Reforma do Trabalho e precisamos continuar na defesa da modernização trabalhista, para evitar retrocessos e consolidar o que foi determinado em 2017, no ato de sua aprovação pelo Congresso”, disse Lorena, ao abrir as discussões.

As propostas da indústria para as eleições 2022 compõem um conjunto de quatro cadernos que foram elaborados e estão disponíveis no Portal Conexão Trabalho e ainda é possível contribuir enviando sugestões. Segundo a gerente da CNI, o primeiro caderno refere-se exatamente a Relações de Trabalho e o avanço da modernização da legislação, seguido de SST (Saúde e Segurança no Trabalho) Previdência – Segurança no Presente e no Futuro; Políticas de Emprego (trabalhadores e empresas); e Segurança Jurídica em Relações de Trabalho.

Os documentos da CNI abordam a importância da atualização de regras de trabalho para acompanhar as inovações tecnológicas, a necessidade de harmonização das legislações de saúde e segurança no trabalho e previdência, a formação de jovens e a requalificação de pessoas desocupadas para a entrada no mercado de trabalho e os caminhos para o fortalecimento da segurança jurídica nas relações de trabalho.

O presidente do CTRT da Fieg, empresário Marley Rocha, destacou as particularidades de cada trabalhador e, ao falar da relação empresa X empregado, disse ser necessário criar condições para que ambos estejam satisfeitos. “Os jovens de hoje não querem mais as formas antigas de relações do trabalho e nós precisamos adaptar o mercado para essa nova geração. Precisamos trabalhar de forma efetiva para avançar”, disse.

O presidente do Conselho de Assuntos Tributários (Conat) da Fieg, empresário Eduardo Zuppani, participou do encontro e compartilhou sua preocupação com um mercado informal crescente e uma legislação que não acompanha as modernizações nas relações de trabalho.

Sylvia Lorena observou que os quatro cadernos da CNI contemplam essas reflexões levantadas pelos empresários e reiterou a necessidade de a legislação reconhecer as formas de trabalho que não estão previstas na CLT e a adaptá-los ao novo contexto de trabalho.

Para ter acesso aos 4 cadernos de proposta para a indústria clique aqui

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