01 Apr. 2020, 15h28

Fieg apresenta plano para retomada das atividades industriais

Proposta, entregue nesta quarta-feira ao Governo de Goiás para apreciação, inclui ações de isolamento vertical para grupos de risco e retorno escalonado do setor produtivo. Expectativa é de que sistema possa ser utilizado em todo o Brasil

Retomar com responsabilidade. É com esse lema que a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), juntamente com as instituições que compõem o Fórum das Entidades Empresariais de Goiás, estruturou plano de ação para retorno das atividades produtivas no Estado, após o fim de três semanas de quarentena. Nesta quarta-feira (1º de abril), o presidente da Fieg, Sandro Mabel, reuniu-se com o secretário de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, para apresentar o plano de ação, que seria encaminhado ao governador do Estado, Ronaldo Caiado, para validação. 

Entre as principais propostas encaminhadas ao governo estadual, estão a adoção de isolamento vertical, o retorno escalonado da indústria, do comércio e serviços e o estabelecimento de protocolos sanitários a serem cumpridos pelas empresas. (Clique aqui e conheça a plataforma)

"Criamos mecanismos para a retomada gradual e seletiva das atividades após a quarentena, redobrando os cuidados com as boas práticas de fabricação, orientando sobre medidas de prevenção ao coronavírus e engajando os empresários goianos nessa luta contra a pandemia", explica o presidente da Fieg, Sandro Mabel.

Acompanhado da equipe do Instituto Euvaldo Lodi (IEL Goiás), que desenvolveu a parte técnica e de execução do projeto, Sandro Mabel apresentou o passo a passo do plano de ação, que agradou ao secretário de Saúde e à sua equipe. Segundo o presidente da Fieg, Ismael Alexandrino elogiou o projeto, deu sugestões para enriquecê-lo e comprometeu-se a apresentá-lo ao governador do Estado para validação do sistema.

PRODUÇÃO INTERROMPIDA
Desde o dia 13 de março, com a publicação do decreto 9.633, cerca de 75% das indústrias goianas (15.474 estabelecimentos) tiveram a produção interrompida, paralisando quase a metade dos empregos formais gerados pelo setor em todo o Estado (cerca de 140 mil trabalhadores).

"Estamos apreensivos, porque a maioria das empresas e autônomos não conseguem sobreviver, caso fiquem muitos dias parados. Precisamos de equilíbrio para evitar um desemprego em massa e a falência de empresas", pondera Sandro Mabel.

Para tanto, a Fieg, por meio do IEL Goiás, criou um aplicativo web – responsivo e que pode ser usado por meio de telefone celular, desktop, tablete, notebook - que estabelece protocolos sanitários para a retomada das atividades das empresas em Goiás. A plataforma cruza informações cadastrais das empresas com dados da Secretaria de Saúde para a liberação do retorno mediante o cumprimento de exigências sanitárias.

“O objetivo é colocar o estado pra rodar com toda a responsabilidade, aos poucos, cada empresa assumindo suas responsabilidades. Se alguém descumprir ou se os números de contágio naquela localidade começarem a subir, para tudo naquela localidade.”, afirma o presidente da Fieg.

A expectativa é usar a ferramenta, que já está liberada para rodar, como piloto em Goiás e depois liberar o acesso para outros Estados que já manifestaram interesse pela plataforma.

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