11 Nov. 2020, 13h33

Desempenho da pequena indústria registra recorde histórico

Indicador medido pela CNI registra 52,3 pontos no 3º trimestre, o maior valor da série histórica. Índice de Situação Financeira também se aproxima do maior patamar já registrado

A reabertura das atividades econômicas e a recuperação da economia ao longo do terceiro trimestre impulsionaram os resultados do Panorama da Pequena Indústria, da Confederação Nacional de Indústria (CNI). Índices de desempenho e situação financeira tiveram alta, com destaque para o primeiro indicador, que registrou um recorde histórico em 52,3 pontos. A confiança e as perspectivas da pequena indústria, depois de sucessivas altas, oscilaram negativamente em outubro.

O desempenho da pequena indústria, que no fim do trimestre anterior, em junho, estava em 41,3 pontos, abaixo da média histórica, iniciou o terceiro trimestre com alta significativa, saltando para 46,2 pontos em julho. Nos meses subsequentes passou para 49,7 pontos em agosto e alcançou 52,3 pontos em setembro, maior patamar da série histórica iniciada em janeiro de 2012. “A elevação do índice de desempenho da pequena indústria reflete a melhora no processo de recuperação econômica da pequena indústria e o nível do índice de setembro revela aquecimento da atividade das empresas do setor”, destaca o relatório técnico.

Situação Financeira da pequena indústria melhora no terceiro trimestre
Impactada pela crise gerada a partir da pandemia do novo coronavírus, a situação financeira da pequena indústria, que já tinha apresentado recuperação no segundo trimestre, registrou sinais de melhora substancial no terceiro trimestre. O Índice de Situação Financeira alcançou 41,9 pontos no terceiro trimestre de 2020, após alta de 8,7 pontos em relação ao segundo trimestre. O índice é o maior desde o fim de 2013, quando ficou em 43,8 pontos.

Pequena indústria aponta a falta de insumos ou alta no preço como principal problema
O painel com os principais problemas enfrentados pelas pequenas empresas industriais no terceiro trimestre de 2020 ainda reflete dificuldades relacionadas aos efeitos da pandemia de Covid-19 na economia brasileira. Para os segmentos de transformação e construção, a falta ou alta no custo de matéria-prima foi o principal problema enfrentado no terceiro trimestre com percentuais substancialmente maiores que os registrados em junho. “O crescimento desse problema reflete a redução dos estoques desde o início da pandemia, a desmobilização das cadeias produtivas e o descompasso entre a oferta e demanda de insumos com a rápida e inesperada recuperação da atividade, além dos impactos do câmbio sobre os preços”, explica o relatório técnico.

Já as empresas extrativistas apontaram a falta ou alta no custo da energia como a maior dificuldade enfrentada no terceiro trimestre. Nos três segmentos industriais, a elevada carga tributária figura como o segundo principal problema com percentuais que variam de 39,9% a 25,5%.

Índices de confiança e perspectivas registram estabilidade com leve oscilação para baixo
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) das pequenas empresas, após quatro altas e uma leve oscilação negativa – 7,2 pontos (junho), 6,8 pontos (julho), 6,3 pontos (agosto), 4,6 pontos (setembro) e -0,2 (outubro) –, ficou em 59,5 pontos em outubro. O valor está abaixo do patamar registrado nos primeiros meses do ano, antes da pandemia, quando ficou acima de 63 pontos, mas mostra confiança do empresário (índices superiores a 50 pontos significam que o empresário está confiante).

Da mesma forma, a leve oscilação negativa de 0,6 ponto nas perspectivas dos empresários industriais em outubro não foi suficiente para reverter as altas registradas nos meses anteriores. O Índice de Perspectivas da pequena indústria ficou em 52,4 pontos em outubro, acima da sua média histórica de 45,6 pontos, apontando perspectivas otimistas dos empresários para os próximos meses. (Agência CNI de Notícias)

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