06 Dec. 2021, 16h26

Crise energética impacta balança comercial goiana em novembro

Pelo segundo mês consecutivo, saldo entre exportações e importações fecha deficitário, com retração de 151% em relação a igual período do ano passado

O Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg divulgou segunda-feira (06/12) análise da balança comercial goiana no mês de novembro. Pelo segundo mês consecutivo, o resultado apurado é deficitário (-US$ 138,6 milhões), com queda de 57% na comparação com outubro/2021 e de 151% em relação a igual período do ano passado.

Mais uma vez, o insumo Energia Elétrica lidera o ranking de produtos importados pelo Estado, respondendo por quase metade (41,2%) do intercâmbio comercial. No total, as importações somaram US$ 723,4 milhões, incremento de 10% em relação ao mês anterior e de 146% na comparação com novembro/2020. Somente a energia respondeu por US$ 298,2 milhões negociados, sobretudo com a Argentina.

Já as exportações ainda sofrem com impacto do embargo chinês às carnes brasileiras. Principal parceira comercial de Goiás, a China reduziu pela metade sua participação no ranking de principais destinos das exportações goianas (24,8%). Apesar do aumento de 2% em relação ao mês anterior e de 4% na comparação com igual período do ano passado, o valor negociado de US$ 584,7 milhões não foi suficiente para reverter o resultado deficitário da balança.

Novamente, Goiás ficou na 11ª colocação entre os Estados exportadores, enquanto subiu uma posição (9ª) no ranking de Estados importadores.

Veja aqui íntegra da análise do CIN/Fieg.

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