17 Jul. 2020, 15h53

Confiança do empresário aumenta em julho

Dados divulgados pela Fieg mostram que o pior da crise já passou, mas é preciso avançar com medidas para equacionar perdas e ações para a retomada

A confiança do empresário industrial goiano avança pelo terceiro mês consecutivo, após queda história registrada em abril. Em julho, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) alcançou 51,2 pontos em Goiás. De acordo com relatório divulgado nesta sexta-feira (17/07) pela Federação das Indústrias (Fieg), dados da pesquisa mostram que o pior da crise já passou. Pela metodologia do estudo, resultados acima dos 50 pontos indicam confiança do empresário industrial.

"O pior resultado da série histórica vai ficando para trás como uma triste marca. Apesar de ainda não termos voltado aos bons resultados de fevereiro, quando o ICEI fechou em 64 pontos, os sinais são de recuperação da atividade econômica e de expectativas favoráveis", avalia o assessor econômico da Fieg Cláudio Henrique Oliveira.

O Indicador de Expectativas, que mede a confiança nos próximos seis meses, aponta que os empresários estão mais otimistas. Em julho, a média do parâmetro fechou em 56,6 pontos, sendo que as empresas de pequeno porte puxaram o indicador com 60 pontos, seguidas pelas de grande (58 pontos) e médio (50,5 pontos) portes.

Já o Indicador de Condições, que mensura a atual percepção do ambiente de negócios em relação aos últimos seis meses, mantém-se abaixo da linha divisória dos 50 pontos, demonstrando que o momento ainda é de crise. Mesmo assim, percebe-se uma evolução do indicador, que saiu de 37,5 pontos, em abril, para 40,3 pontos, em julho.

"Os resultados se apresentam melhores e confirmam um avanço gradual para o setor produtivo. A retomada é intrínseca à atividade empresarial. O mercado tem que confirmar essa expectativa, pois o setor se endividou para sua manutenção. A recuperação depende, necessariamente, de avanço do mercado consumidor e de medidas governamentais para garantir alívio ao setor produtivo para que possa, o quanto antes, equacionar as perdas e as ações para a retomada."

Confira, aqui, íntegra da análise do ICEI Goiás - Julho/2020.

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