30 Sep. 2020, 11h02

CDTI reúne-se para discutir sobre realização de mostra e competitividade de Goiás

O Conselho Temático de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CDTI) da Fieg, liderado pelo empresário Heribaldo Egídio, reuniu-se nesta quarta-feira (30/09) para deliberar sobre a realização da 4ª Mostra de Tecnologia para Negócios e discutir áreas prioritárias definidas em editais para pós-graduação em Goiás. O encontro virtual contou com participação de cerca de 30 representantes de instituições ligadas ao fomento da inovação no Estado.

A Mostra de Tecnologia para Negócios, que faz parte do calendário de eventos dedicados ao fomento do ecossistema de inovação, é realizada normalmente no mês de outubro, promovendo o intercâmbio entre empresas, academia e startups. Em 2020, por causa da pandemia do coronavírus, o evento deve ocorrer na segunda quinzena de novembro, em formato on-line.

Para tanto, o presidente do CDTI, Heribaldo Egídio, explicou que a busca de parceiros e patrocinadores é fundamental para a concretização da iniciativa. "Vivemos um momento atípico com a pandemia e estamos buscando alternativas para dar continuidade ao calendário de eventos".

O encontro desta quarta-feira também contou com apresentação do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Robson Vieira, que expôs os Programas de Pós-Graduação (PPG) de Goiás. O foco é proporcionar a qualificação de profissionais e pesquisadores, impulsionando áreas prioritárias no Estado e melhorando a colocação de Goiás no ranking de competitividade e inovação nacional.

"Queremos o feedback do empresariado se as áreas de produção, desenvolvimento sustentável e qualidade de vida são prioritárias para o setor produtivo. Queremos impactar positivamente o ambiente de negócios e a economia goiana", observou Vieira.

Para o presidente do CDTI, Heribaldo Egídio, o desafio é enorme. Nesse sentido, reafirmou o propósito da Aliança pela Inovação de Goiás de transformar a economia do Estado, por meio do fomento à inovação. "É inadmissível comermos poeira no Centro-Oeste de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal. Goiás precisa intensificar esses esforços para reconquistar o papel de destaque que sempre teve na região central do País."

Atualmente, Goiás ocupa a 12ª colocação no Ranking de Competitividade dos Estados, atrás do Distrito Federal (3º), de Mato Grosso do Sul (6º) e Mato Grosso (9º). O ranking considera dez pilares que interferem diretamente na competitividade econômica: Segurança Pública, Sustentabilidade Social, Infraestrutura, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Inovação, Potencial de Mercado e Sustentabilidade Ambiental.

No último ano, Goiás avançou uma posição no ranking geral, cinco em Infraestrutura e Potencial de Mercado e três em Inovação. "Percebemos a melhora e trabalhamos por esse avanço. Mas ainda temos um longo caminho pela frente", avaliou Heribaldo Egídio.

O encontro virtual marcou também a realização da 7ª Assembleia do Fórum Aliança pela Inovação em Goiás. Na pauta, foram abordados o programa ConectaCampo (Faeg), o Marco Legal Estadual em Ciência, Tecnologia e Inovação e a plataforma JIRA, além de deliberados pontos sobre a execução do Plano de Ação 2020 e gestão do voluntariado.

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