03 Aug. 2022, 19h08

Aumento da Selic prejudica produção, emprego e consumo, avalia Fieg

Decisão do Copom, divulgada no início da noite desta quarta-feira (03/08), aumenta taxa de juros em 0,5 ponto percentual

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, no início da noite desta quarta-feira (03/08), aumentar mais uma vez a taxa básica de juros da economia, desta vez em 0,5 ponto percentual. Nos últimos 18 meses, a Selic acumula aumento de mais de 11%, saltando de 2% ao ano, em março/2021, para 13,75%. A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) avalia negativamente a decisão, que impacta diretamente nos custos acessórios do setor produtivo, com desdobramento na queda de produção, emprego e consumo.

"A atual política adotada pelo Banco Central inibe a atividade econômica no País e dificulta a recuperação da indústria e a geração de empregos em diversos setores de nossa economia", afirma o presidente da Fieg, Sandro Mabel.

Para ele, a alta taxa de juros impede o acesso ao crédito pelo setor produtivo não só para regularização de dívidas, mas principalmente para novos investimentos. "Precisamos de crédito, não de elevação dos juros! É isso que vai proporcionar novos investimentos no setor para sermos mais competitivos e avançarmos economicamente", desabafa.

De acordo com a área técnica da Fieg, apesar da política fiscal expansionista do governo federal e das incertezas na condução econômica em 2023, dados da Sondagem Industrial Nacional assinalam que as menções sobre dificuldades de acesso à insumos têm caído, ao mesmo tempo que sobe a preocupação com a alta das taxas de juros.

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