28 Apr. 2022, 17h00

Amarillo investe em exploração de ouro no Norte goiano e Senai qualifica profissionais

O projeto de exploração de ouro da Amarillo Mineração/Hochschild Mining, um empreendimento de R$ 900 milhões, cuja pedra fundamental foi lançada quinta-feira (28/04) em Mara Rosa, no Norte Goiano, conta com mão de obra qualificada pela Unidade Integrada Sesi Senai Minaçu, na mesma região, a menos de 200 km de distância, em programação customizada e desenvolvida por meio de ações móveis. 

Com parceria mantida com a unidade do Sistema Fieg desde a fase embrionária do projeto, em 2016, os diversos treinamentos são realizados em instalações da Associação Comercial e Industrial de Mara Rosa (Aciamar) e também na vizinha cidade de Amaralina, em local cedido pela prefeitura.

São cursos em modalidades como habilitação técnica, aperfeiçoamento, iniciação profissional, incluindo as áreas de segurança do trabalho, mineração e NRs (normas regulamentadoras).

“Participamos igualmente de parceria do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores, em que ao longo de dois anos atendemos à empresas com vários cursos de capacitação no município de Mara Rosa e nas cidades circunvizinhas. Por meio da parceria, já realizamos mais de 600 atendimentos”, explica o diretor do Sesi e Senai, Josué Teixeira de Moura, presente no evento de lançamento da pedra fundamental.

O presidente do Sindicato das Indústrias Extrativas do Estado de Goiás e do Distrito Federal (Sieeg-DF), Luiz Vessani, representou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e do Conselho de Mineração da CNI, Sandro Mabel, ao lado do presidente da Câmara Setorial da Mineração (Casmin) da Fieg, Wilson Borges.

SUSTENTABILIDADE

“O projeto Mara Rosa da Amarillo Mineração/Hochschild Mining chega em boa hora, em meio à retomada da economia, com grandes perspectivas de geração de emprego e renda para o Norte goiano. Com tecnologia embarcada, sem barragem de rejeitos, o empreendimento prioriza a sustentabilidade, ao recuperar 85% da água dos rejeitos e garantir total segurança e proteção à comunidade e ao meio ambiente. E o melhor é que o Sistema Fieg está presente, em parceria para qualificar a mão de obra por meio da Unidade Integrada Sesi Senai Minaçu”, afirma o presidente da Fieg, Sandro Mabel.

“É um empreendimento grandioso, que vai gerar muitos empregos diretos e indiretos e certamente terá uma função estruturante na região, levará sua influência para os municípios do entorno, promovendo o  desenvolvimento e atraindo outros investimentos”, ressaltou o presidente do Sieeg DF, Luiz Vessani. Segundo explicou, trata-se de um projeto inicial de exploração de ouro para dez anos, com potencial para três ou quatro décadas de produção. Nós acreditamos nesse  projeto e no potencial que ele tem de promover o desenvolvimento de uma maneira que nunca houve na região, uma oportunidade incrível para o Estado, que nós iremos dar todo o apoio necessário para sua consolidação”. 

Para o presidente da Casmin, Wilson Borges, o projeto Ouro Mara Rosa vai fortalecer a região Norte de Goiás. _“É um projeto que vai agregar muito valor para as comunidades locais, no aspecto social e econômico. Para nós que atuamos no setor mineral é uma alegria muito grande receber uma obra nesse porte, uma mineradora que tem responsabilidade ambiental, uma empresa responsável. Isso mostra que os investidores estão acreditando no nosso país”.

Com início da produção comercial previsto para o primeiro trimestre de 2024, serão 102 mil onças de ouro produzidas nos quatro primeiros anos de operação e 80 mil nos anos seguintes, com uma vida útil inicial estimada em dez anos. “Os números iniciais de Mina de Mara Rosa já são bastante positivos, mas é importante salientar que ainda temos um grande potencial de expansão, como novos depósitos. Essa é também uma das minhas missões, garantir esse crescimento brownfield”, afirma o executivo Edson Del Moro, novo country manager escolhido pela empresa peruana Hochschild Mining, que adquiriu o projeto minerário da Amarillo Gold, para comandar as operações da companhia no Brasil.

Com a experiência da qualificação profissional em fase anterior do projeto, em que foram desenvolvidas 27 turmas em áreas como construção civil, elétrica predial, elétrica industrial, mecânica industrial, pá carregadeira, escavadeira hidráulica, caminhão basculante, trator de esteira, automação e controle, e retroescavadeira, o Senai inicia nova programação no mês de maio. Ao todo, a previsão é de qualificar 548 profissionais, com destaque para as áreas de operação de máquinas, com 228 concluintes de cursos, e construção civil (200 concluintes), além de mecânica, com 80, e elétrica, com 40 profissionais.

O Projeto Mara Rosa é um open pit (mineração a céu aberto) localizado no Norte de Goiás, região com excelente infraestrutura, incluindo acesso à mina, rodovias federais, serviços e mão de obra qualificada oferecida em parceria com o Sistema Fieg, por meio da Unidade Integrada Sesi Senai Minaçu, a 178 quilômetros de distância. Com tecnologia embarcada, o projeto não terá barragem de rejeitos. Por meio do sistema dry stacking, de empilhamento a seco, contará um modelo de operação que utiliza menos recursos, recuperando 85% da água dos rejeitos, que retorna ao processo de beneficiamento em um circuito fechado. Os restantes são componentes sólidos, que serão prensados e empilhados, garantindo total segurança e proteção à comunidade e ao meio ambiente.

Sobre a Amarillo Mineração do Brasil  

A Amarillo Mineração do Brasil é uma empresa de metais preciosos, com foco em pesquisa e desenvolvimento de projetos, atuando no País desde 2004. Em 2022, tornou-se subsidiária da Hochschild Mining PLC, empresa listada na Bolsa de Valores de Londres, e tem como ativo o projeto Mara Rosa, um open pit (mineração a céu aberto) localizado no município de Mara Rosa, Região Norte do Estado de Goiás, que conta com 66 mil hectares em requerimento de lavra, sendo desse total 2,4 mil hectares já com portaria de lavra. Em 2021, a empresa recebeu a primeira licença de instalação para o projeto e segue rumo à etapa de construção, com expectativa de produção comercial para 2024 e previsão de produzir 102 mil onças de ouro nos quatro primeiros anos da operação.

 

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