29 Dec. 2021, 16h30

A união fez a diferença e vencemos a batalha

No apagar das luzes de 2021 e limiar de um novo ciclo, é imperioso agradecer. Primeiramente a Deus pela vida, sobretudo em época de grave pandemia que assola todo o mundo.

Em virada de ano é comum fazer balanço do que vivemos e renovar esperanças de Ano Novo. O balanço, se não é totalmente positivo, é de relativos ganhos, especialmente relacionados à superação de dificuldades, de desafios, de manutenção e sustentabilidade de negócios, de resiliência diante dos novos tempos, do novo normal, de valorização e da prática efetiva da solidariedade, da responsabilidade social.

Paralelamente, o momento é de agradecer a cada um de vocês que ombrearam junto conosco na luta em prol da defesa de nossas atividades, do fortalecimento de nossa indústria, provando mais uma vez a força da união diante de qualquer adversidade.

No ano que se encerra e, muito especialmente desde o início da pandemia da Covid-19, a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) lidera um conjunto de ações realizadas diretamente ou articuladas pelo Sistema Fieg (a própria Fieg, o Sesi, o Senai e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) –, cumprindo papel decisivo para amenizar os impactos da crise no Estado, ao guiar a indústria na cruzada contra o novo coronavírus. Assim, vem contribuindo para a preservação de empresas e seus negócios e ainda fornecendo suporte a toda comunidade, em especial famílias mais vulneráveis e mais afetadas, que passam por dificuldades básicas, como falta de comida, e aqueles que perderam empregos ou fecharam empreendimentos de diversos portes.

Ao buscar o equilíbrio entre saúde e economia, como reiteramos desde o início da crise, a Fieg conseguiu incluir entre as atividades essenciais boa parte do parque industrial instalado no Estado. A estratégia facilitou a retomada gradual das atividades no setor. A iniciativa da federação, combinada com o próprio perfil do setor industrial goiano – com participação mais relevante dos setores de alimentação, biocombustíveis, metalurgia (ferroníquel e ferronióbio, destacadamente), medicamentos, adubos e fertilizantes, que juntos somam 71,4% do valor da transformação industrial – possibilitou a retomada gradual da atividade no setor.

Diante do agravamento dramático da pandemia, com número de mortos avassalador em todo o Brasil, a Fieg decidiu acelerar os esforços para conter o avanço do Sars-Cov-2 no Estado e também no restante do País, neste caso engajando-se em iniciativas nacionais em parceria com outras federações e também com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). As ações incluíram desde a busca de vacinas nos principais laboratórios do mundo, a intermediação, especialmente com a China, para favorecer a compra de imunizantes pelo governo estadual, uma ofensiva para acelerar a vacinação já em curso, até o lançamento da campanha “Respira Goiás”, para abastecer hospitais com cilindros de oxigênio e a distribuição de capacetes Elmo – um dispositivo de respiração assistida que reduz em 60% a necessidade de internação em unidade de terapia intensiva (UTI) – em um dos momentos mais críticos da crise sanitária.

Os anos de 2020 e 2021 ficarão certamente marcados pelo novo coronavírus, mas principalmente pela coragem daqueles que não se renderam ao medo e que, obedecendo aos protocolos de segurança, se dispuseram a lutar pela manutenção dos empregos e preservação da renda dos trabalhadores.

Em meio às dificuldades trazidas pela pandemia, o industrial goiano entendeu que esse foi o momento de transformar desafios em oportunidades, mostrando capacidade de adaptação diante da realidade imposta pela Covid-19. Entre outras lições da crise, acreditamos que a interrupção nas cadeias de suprimento de insumos, que afetou dramaticamente alguns setores da indústria, serviu para mostrar que precisamos buscar o fortalecimento de nossa estrutura produtiva com foco no suprimento da matéria-prima e embalagens, por meio de inovação e investimento em tecnologia.

Presença do Sesi na indústria – Braço da Fieg com atuação na área de saúde, entre outras, o Sesi Goiás adotou uma série de ações, muitas delas dentro das próprias indústrias, a exemplo de: consultoria para criação dos protocolos Covid-19; testes rápidos com aplicação e/ou sem aplicação; testes PCR; aplicativo Sesi 4 Life, desenvolvido pela instituição para auxiliar as pessoas a praticar atividade física de maneira remota; Sesi Facilita – iniciativa que possibilita à empresa realizar de forma virtual programas legais como PPRA e PCMSO; ginástica laboral virtual; atendimento nutricional virtual; Sipat virtual; capacitação em normas regulamentadoras por meio de ensino a distância (EaD); disponibilização de profissionais enfermeiros, técnicos em enfermagem e médicos para as empresas; teleconsulta e telemonitoramento.

Senai é destaque nacional – No âmbito do Senai, entre muitas ações desenvolvidas, destaca-se o engajamento da instituição em Goiás na campanha nacional destinada a recuperar respiradores mecânicos da rede pública de saúde. Liderado pela Escola Senai Canaã, em Goiânia, o movimento entregou a hospitais públicos do Estado, em pouco menos de dois anos, nada menos do que 170 equipamentos, reparados e calibrados com os acessórios, além de 16 bombas de infusão.

Igualmente de grande importância foram a confecção, por nossas unidades, de máscaras de proteção para doação a pessoas mais vulneráveis e a realização da campanha Respira Goiás, que mobilizou indústrias goianas e arrecadou 137 cilindros de oxigênio para distribuição em regime de comodato a hospitais no Estado.

O Projeto Indústria + Forte, lançado pela Fieg e pelo Senai no ano passado, foi potencializado este ano com uma segunda edição, com meta de repetir a qualificação de outros 22 mil trabalhadores no Estado, de forma totalmente gratuita. Dessa forma, estamos ajudando ao mesmo tempo a indústria e o trabalhador diante do desemprego, agravado durante a pandemia.

Em parceria com a Enel Distribuição Goiás, o Senai instalou, em Goiânia o Centro de Treinamento Avançado, o maior e mais moderno do País, tornando o Estado referência nacional em formação de mão de obra para o setor de energia.

Solidariedade e responsabilidade social – Uma das iniciativas mais bem-sucedidas, a Fieg + Solidária, projeto de responsabilidade social da indústria goiana, demonstrou relevância desde seu lançamento, no final de 2019, potencializada nos primeiros momentos da pandemia.

A proposta de amenizar a fome e o sofrimento de pessoas carentes desde o início sempre foi mobilizar empresários, sindicatos das indústrias e até pessoas físicas, enfim todos que se sensibilizam com questões humanitárias.

Hoje, o programa exibe grandes números de assistência a pessoas mais vulneráveis com distribuição de cestas de alimentos, produtos de limpeza e higiene e máscaras de proteção.

Na Casa da Indústria, funciona um verdadeira drive-thru, com entregas de produtos todas as segundas-feiras a entidades filantrópicas parceiras que se encarregam da distribuição às famílias. O importante é o caráter de mobilização constante da iniciativa. Recentemente, atingimos mais de 48 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social, integrantes de quase 10 mil famílias. Um número que deve ser ainda maior, já que muitos beneficiados dividem os donativos com parentes e amigos que passam igualmente por necessidades. Foram doadas mais de 300 toneladas de produtos diversos; mais de 8 mil cestas básicas, 800 kits de limpeza; 25 mil litros de leite longa vida; 2 mil quilos de frango.

Na Fieg + Solidária, mobilizamos um verdadeiro exército do bem, integrado por 84 parceiros, entre doadores individuais, sindicatos e empresas, e contamos com uma rede de distribuição formada por 345 instituições filantrópicas.

Também recentemente, durante reunião de diretoria da Fieg com presidentes de sindicatos industriais, a Fieg + Solidária ganhou reforço substancial para suas ações de fim de ano. Nada menos do que 2 mil cestas foram obtidas junto a lideranças industriais, além da doação futura de 12 mil litros de leite longa-vida.

Enfim, diante do fato consumado da pandemia, a Fieg não se omitiu e mobilizou diferentes iniciativas para enfrentar a crise sanitária e, modéstia à parte, conseguimos muito sucesso para assegurar a retomada segura das atividades e, a despeito de tantos problemas, vamos sair mais fortes.                                               

Sandro Mabel
Presidente da Fieg e dos Conselhos Regionais do Sesi e Senai

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